quarta-feira, 5 de julho de 2017

O mundo e nós

- Oi eu sou o mundo. Eu preciso muito da sua ajuda. Você pode me ajudar?
- Não posso. Tenho só três anos, sou uma criança, mal sei andar e falar.
- Agora você pode?
- Não! Acabei de fazer 10 anos, quero jogar bola com meus amigos, mais tarde eu ajudo moço.
 - Agora?
- Tenho 15 anos, tô namorando, tenho que dar atenção para ela, você me entende né?
- Oi, tem um tempinho para mim agora?
- Ah devo ter, tenho tempo nem para mim, entrei na faculdade, só trabalho, trabalho, trabalho. Não dá!
- Amigo, tem um tempo?
- Primeiro não sou teu amigo, segundo não tenho, não tem como ter, arrumei, um emprego na minha área, to terminado meu TCC e minha namorada quer casar. Vai tentando vamos agendar...
- E agora?
- Agora, casei! Vida nova! Tenho uma casa pra sustentar, meu tempo é pra isso, preciso de um emprego melhor, sabe me indicar um lugar?
- Não sei, mas e aquela ajuda?
- Cara, sou pai, e pra completar de gêmeos, queria muito, mas, agora meu tempo que sobra eu tenho que dormir, creio que logo consigo resolver seu lado. Não desista, vamos resolver.
- Boa tarde, lembra de mim? Faz um tempo que pedi uma ajuda, você se recorda?
- Claro que sim! Mas hoje não dá. Formatura dos meus filhos. Dia mais feliz na minha vida, mas a gente se fala depois.
- Com licença, já é depois?
- Não acredito, parece que você só aparece quando tenho compromisso. Batizado do meu primeiro neto quer nos acompanhar?
- Melhor não, volto outra hora.
- Volte mesmo
- Voltei, consegue me ajudar.
- Não dá. Tô velho, mal posso andar, o jeito é esperar a morte me buscar.
- Oi, como você está?
- Morto. A morte veio me buscar. Agora tenho um tempo. O que você precisa?
- Agora não preciso. Depois de morrer você não consegue mais fazer algo pelo mundo. Adeus!


Por que respiro?

Respiro porque tenho pulmões.
Respiro a felicidade, respiro a alegria.
Respiro, porque tenho um novo dia a vencer.
Respiro a esperança de uma vida melhor.
Respiro, porque tem pessoas que precisam de mim.
Respiro uma canção nova todo o dia.
Respiro, porque ninguém pode fazer no meu lugar.
Respiro e sinto perfumes doces.
Respiro, porque o dever me chama.
Respiro e suspiro ao ver olhar de uma criança.
Respiro, porque tenho sonhos.
Respiro fundo porque fiquei nervoso.
Respiro novamente pra me acalmar.
Respiro rápido porque estou cansado.
Cansei demais, não estou conseguindo respirar direito.
Respirei com calma e recuperei.
Respiro tanto que nem percebo.
Respiro todo dia sem sossego.
Respiro, porque preciso ter fôlego para ir mais longe.
Respiro com suspiro é amor.
Respiro e mastigo o suspiro, agora é o doce.
Respiro de novo e repito o porquê: Ninguém vai fazer isso por mim
Respirei ontem, respiro hoje, não sei se vou conseguir amanhã.
Mas antes de tudo,

Respiro porque se não respirar eu morro.

A lei da terceirização, base argumentativa na notícia


A lei da terceirização permite que as empresas terceirizem todas as atividades – as de meio e inclusive as atividades-fim – responsáveis pelo desenvolvimento dos serviços os quais a empregadora se constitui. A lei tomou corpo a partir de 1990 no Brasil, ficou as margens do esquecimento durante 19 anos e hoje volta a ser discutida no senado. Alem disso, servindo de pauta aos assuntos veiculados pelos meios de comunicação, que não cessam em quebrar as bases de neutralidade hipocritamente pregadas dentro do gênero jornalístico.
O jornal El País, veiculou uma matéria em 29 de março deste ano, propositalmente período de grande discussão da aprovação da lei. Para apresentar sua posição contrária, o meio utilizou de artimanhas argumentativas e altamente expressas por meio da linguagem escrita e estrutura do texto.
Para não falhar em sua posição contrária a retomada da lei pelo atual presidente Michel Temer, o jornal usa e abusa de termos altamente tendenciosos. Já no título da matéria, emprega a expressão “bóia-fria.com”, que faz menção a retrocesso nas leis trabalhistas. Além disso, utiliza a palavra “racha”, de modo pejorativo, mas forte e intenso ao dizer que o próprio Renan Calheiros, senador do PMDB reprova a terceirização.
Para estruturar o texto, a jornalista Heloísa Mendonça seleciona cautelosa e objetivamente as fontes. De início o próprio Renan Calheiros, que literalmente rompe a liga “PMDBista” ao ser contrário a sanção do projeto de lei. E para desfecho com chave de ouro, o senador do Partido dos Trabalhadores Paulo Paim, que abrange detalhes do relatório apresentado a câmara, para que a proposta de terceirização seja vedada.
O emprego das frases construídas subjetivamente para dizer que a lei da terceirização deve ser reprovada, foi excepcional para destacar a intenção contrária do jornal El País. Arquitetar entrevistas com autoridades políticas favoráveis a posição que nega a terceirização, constrói uma arma opinativa no gênero da notícia, que no meio informativo de mídia, é tiro certo.

Desliga a televisão

Sentando em casa, meu dia de folga, tudo calmo e tranquilo, bebendo meu café e assistindo calmamente o jornal favorito, então, eis que vejo o tal homem mais poderoso do mundo, Donald Trump insinuar que o aquecimento global não existe, que é uma invenção da impressa. Aquilo me fez realmente pensar mais no meio ambiente, principalmente, em cuidar dele, já que aquele que teria influência para fazer uma medida que colaborasse em grande escala para isso, não faz. Pelo menos, para mim, ele fez a diferença, desliguei a televisão na hora, indiretamente, o presidente dos Estados Unidos fez com que eu encomissasse energia elétrica.
Com isso, abri a janela e tomei da vitamina que estava me fazendo falta. Vitamina D, o sol. Com isso, imediatamente apaguei todas as luzes e tirei quase todos os aparelhos elétricos da tomada, deixei só a geladeira para minha cervejinha não esquentar e fiz algo que não fazia a muito tempo, pisei com os pés descalços na grama. Parece uma coisa tão simples, mas é de grande valor, tanto para mim quanto para o meio ambiente.
Se todas as pessoas em seus dias de folga fizessem isso, apagassem as luzes e tirassem os aparelhos das tomadas, além de economizar na conta da energia, poderiam poupar em muito o nosso meio ambiente.
Conselho de vida, uso filt.., não, não! Saia de casa, pegue seu cachorro e brinque com ele em um parque, não deixe que seu dia folga aconteça dentro de muros de pedra. Liberte-se, aproveite a vida, pode ser que amanhã, talvez aquele parque não esteja mais ali.

Pequenas atitudes fazem a diferença, principalmente, quando o beneficiado é o meio ambiente. Cuide dele enquanto é tempo. Desliga a televisão e vai para o parque.

Nunca mais

Que mundo barulhento! Sons de carros passando, buzinas, gente falando alto e com pressa. A música até nos fones de ouvidos dá para se ouvir de longe, estão mais para auto-falantes. Eu não conseguia mais me ouvir, tive que fazer uma mudança, troquei os fones de ouvido por tampões. Isso mesmo, tampões, aqueles cor laranja que os operários usam nas fábricas.
Caramba! Eu já tinha esquecido como era a voz da minha consciência, ela me fez falta, eu pude novamente ouvi-la e me senti em paz. Ser um bom ouvinte demanda tempo, mas, para se ouvir não há pressa, para ouvir os outros nunca se têm tempo.
Ao conversar com minha consciência, estranhamente me deparei que ela me pedia para que eu voltasse a ouvir o mundo.
Como assim? Por quê? Eu deixei de ouvir todo o mundo para ouvi-la!
Nesse instante compreendi que não se pode nunca desperdiçar a oportunidade de ouvir. Ao tirar os tampões o mundo que antes parecia barulhento, tinha se transformado em uma grande orquestra sinfônica e parecia que eu era o maestro. O som do silêncio é um refúgio, o som real é o da vida.
Foi então que repentinamente acordei e percebi que tudo aquilo era um sonho e naquele instante disse para mim mesmo.
- Nunca mais uso drogas.

Os acordes e as vozes da catarse

Estou no meu carro, no trânsito em meio a cidade, e para que o tempo voe e o tédio não me consuma decido então ligar o rádio. É quando ouço a seguinte frase de forma cantada  "você fica linda usando qualquer coisa” a melodia é calma e o tom marcante, a interprete é uma mulher de timbre forte, mas não está sozinha uma outra voz feminina lhe acompanha. A emoção daquela canção e as verdades ali ditas me impressionaram. 
Que coisa linda aquele papo "de mulher para mulher". A canção termina surge o intervalo, então eu mudo de estação e eis que uma outra cantora lança ao meu ouvido "deixa mesmo de ser importante, vai deixando a gente pra outra hora e quando se der conta já passou quando olhar pra trás
 já fui embora". Ual! Que poder!  Sabe quando seu coração fica quentinho? Quando alguém diz exatamente o que você pensa? Que experiencia deliciosa, senti vontade de cantar junto e descobrir o que mais elas tinham a dizer. Decidi passear pelas frequências do rádio e constatei o que não é mais segredo: elas estão em todas! 
São Marílias, Naiaras, Maiaras, Maraísas, Simones, Simárias que representam as Joanas, as Camilas, as Julianas representam todas elas, sem exceção! Algumas letras falam da mulher apaixonada que faz loucuras por seu amor, outras retratam a decidida que toma as rédeas da vida e domina todas as situações, fala das amantes, das amadas, das infiéis... Ah e também fala das indecisas que não sabe mais se casam ou continuam com "rolos" rsrsrs. 
Nessa constatação volto a ter novamente aquela sensação gostosa de coração quentinho. A que ponto finalmente chegamos! Afinal  Ela sempre inspirou incontáveis  letras de  música, os acordes recorrentemente acompanhavam dizeres sobre seu corpo,seu jeito, seus “modos”. Culturalmente, durante anos, as canções retrataram a mulher como objeto, propriedade, como um ser submisso, vulnerável ou inferior. Mesmo as renomadas letras da bossa nova exaltavam o corpo, apenas, ou você acha que a "coisa mais linda mais cheia de graça" é a personalidade e o talento daquela menina que vem e que passa? Acredite, ele provavelmente estava falando do bom "balanço" a caminho do mar se é que você me entende.
E agora estamos aqui com elas compondo, cantando e arrebentando com enormes tabus. As cantoras quebram os ridículos padrões até então impostos. Não são magérrimas e pouco ligam para o que dizem do corpo delas, o foco é o conteúdo.As poderosas como num time de heroínas tomaram os microfones, suas doses nos bares, suas decisões nos relacionamentos, nos trabalhos  e começaram passar a limpo nossa história – Cantando. Tais ideais divulgados por ritmos populares, conquistando todas as gerações e ensinando um pouco a versão feminina dos fatos que até então não era notada.E eu vivi pra ouvir isso! Maravilhoso. Trago verdades: não adianta chorar pois não tem mais volta agora é que são Elas dominam as paradas de sucesso e suas mentes, dominam a internet e até aquele tedioso programa dominical da TV elas estão em todas e esse caminho não tem mais volta. Aceita que dói menos e não chora não coleguinha rsrs. Vida longa ao Feminejo. Porque eu adooooroh!