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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Legalização do Uber tramita na Câmara de Vereadores de Cascavel

 
    As tecnologias que permeiam a sociedade sempre são moldadas por forças de estruturas sociais. Inovações e expectativas de retorno financeiro são costumes da sociedade, sendo exatamente o que ocorre com o aplicativo para celular Uber. A empresa Norte Americana prestadora de serviços na área do transporte privado urbano, já não é novidade no Brasil, porém, vem sendo amplamente discutida em Cascavel. Tendo em vista isso, creio que já estava mais do que na hora de trazer o Uber para Cascavel.

    Foi protocolado esta semana na Câmara de Vereadores de Cascavel, o Projeto de Lei 30/2017, que regulamenta as atividades do Uber e demais aplicativos utilizados para o transporte privado individual de passageiros. O objetivo segundo os autores do projeto é incentivar novos modais de transporte e melhorar a mobilidade urbana no Município de Cascavel, assegurando a livre concorrência de maneira justa além de garantir a segurança e confiabilidade nos serviços prestados. 

    A discussão que tomou conta das redes sociais, leva em consideração os dois lados da moeda. Enquanto taxistas protestam em frente à Prefeitura, afirmam que a prática é fraudulenta e fere os seus direitos como trabalhadores, visto que o preço de uma corrida pelo Uber é bem mais barato do que por um táxi convencional. Sei que argumentos não faltam para ambos os lados. Usuários querem um serviço de qualidade, com preço justo, comodidade e é claro, segurança. Estes quesitos são oferecidos tanto pelos táxis quanto pelo Uber.

    Embora a questão de segurança ainda seja questionável quanto ao Uber, é inegável a comodidade e conforto que os motoristas oferecem a seus clientes. Já nos táxis, a confiança é maior devido a tradição do transporte, porém pecam quanto ao conforto. Em cidades onde o Uber já foi implantado, notou-se uma grande queda no tráfego de táxis nas ruas. Usuários relatam a facilidade do aplicativo, agilidade e conforto. Isso revoltou a categoria de taxistas, onde foi registrado um alto índice de violência entre taxistas e motoristas de Uber. Estes fatos destroem a credibilidade dos taxistas, como que alguém vai confiar em um taxista, se ele quer resolver o assunto com violência? Apesar de não poder generalizar a categoria, percebo que a visão dos usuários do transporte privado acaba pendendo para o lado do Uber.

    Quanto ao preço dos táxis, é compreensível o valor alto. O táxi necessita de outorga, pagam vários tributos, têm seguro obrigatório alto para cobertura de passageiros. Em contra partida, na compra dos automóveis, os taxistas são isentados do IPI. Alguns taxistas ainda tem direito a pontos fixos com vagas espalhadas por toda a cidade. Portanto, vejo que não são só pontos negativos que os taxistas podem utilizar como argumento. Sobre a discussão, defino que há prós e contras. Fato é que não se pode ignorar a realidade. A tecnologia dos aplicativos existem e veio para ficar. Cabe ao poder público, agora, regulamentar e tornar justa a relação entre eles, sempre priorizando o usuário. Quanto a qual é o melhor meio de transporte privado, o Uber ou o táxi, somente o usuário que tem poder de definir por si só qual julga ser melhor. 

    A partir das considerações feitas, fico ciente que estamos diante de uma oportunidade de modernizar o transporte coletivo. Caso a legalização do Uber seja aprovada, os taxistas terão que adequar seus carros para garantir mais conforto, segurança e conveniência do serviço, para eventualmente termos uma concorrência justa, onde o usuário será o maior beneficiado. Enquanto a tramitação demora, resta a nós Cascavelenses aguardar, e continuar utilizando os táxis ou até mesmo o transporte coletivo, que infelizmente é precário em todas as comparações com o Uber. Podemos então ter uma grande evolução tecnológica em Cascavel, ou podemos também, infelizmente, jogar esta oportunidade fora, repetindo o mantra de que vivemos em uma metrópole em construção.

Eu também tenho direito


    São várias as indagações que podem ser trazidas à análise sobre a exclusão social e o desrespeito aos direitos humanos no Brasil. Pesquisa apontada pela revista Exame em 2017 mostram que os locais com maiores índices de exclusão social no brasil está na ponta superior do mapa, Norte, Nordeste e Noroeste são os principais afetados. E qual é o maior problema? São muitos, praticamente impossível citar todos. Os que mais se destacam são a pobreza e a falta de saneamento básico.

    De acordo com a Lei 11.445/07, a Lei Federal do Saneamento Básico, todo cidadão tem direito a água potável, esgotos sanitários, águas pluviais urbanas, entre outros benefícios que deveriam ser concedidos pelo Governo. O fato é que isso infelizmente não acontece em grande parte do nosso amado país. Principalmente nas regiões antes citadas. É claro que os problemas não se limitam somente a estes locais, todos os cantos do Brasil estão sujeitos a estas falhas do Governo.

    Cabe a pergunta, e onde fica os direitos humanos no Brasil? É um questionamento que ainda não tem resposta. Não tem como não associar o atual estado da política brasileira, o caos que está sendo exposto com a Operação Lava Jato, mostrando a verdadeira face dos nossos representantes. Com toda essa roubalheira fica fácil imaginar porque não há dinheiro para resolver os problemas de exclusão social. Se esse dinheiro que só serve para encher os bolsos dos nossos homens de terno fossem aplicados de maneira justa, imagine as enormes possibilidades. Poderíamos até cogitar virar um país desenvolvido, assim como o Estados Unidos.

    Outra situação que ocorre muito no Brasil é quanto a xenofobia, principalmente com os haitianos que vêm para o nosso país em busca de melhores condições para suas famílias. Estes acabam ‘quebrando a cara’ ao serem submetidos a condições de vida ainda mais precárias do que em seu país de origem. O Brasil anda tão em decadência que eu arrisco dizer que daqui há alguns anos, seremos nós brasileiros que estaremos viajando para o Haiti em busca de emprego e de uma vida melhor.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Vivendo em rede



O surgimento dos smartphones e da comunicação em rede criou a necessidade de tudo em um só lugar: a internet. A convergência de mídias e linguagens é uma realidade cada vez mais abrangente.
O jornal, o rádio, a novela e a vida estão reproduzidas nas redes sociais digitais, o que, claro, influência no comportamento e nas relações humanas.
Dos meios de comunicação enquanto extensões do homem, vide McLuhan, a internet se faz ou fazemos dela, a própria reprodução de nossas facetas - geralmente as boas e belas -, que queremos mostrar.
Na verdade, a necessidade de “se mostrar” já existe há milhões de anos e é quase inerente ao ser. A diferença é que o cidadão comum pode ter hoje, por meio das redes sociais, o seu próprio holofote, além de receber imensamente mais estímulos e informações.
A professora e pesquisadora em comunicação da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Raquel Recuero, fala que as conexões em rede suportam as relações humanas de uma forma que é impossível de sustentar offline. De fato, não se pode ter mais de 400 amigos na vida desconectada, não há tempo
viável para se manter 400 relações fortes. O ‘adicionar amigos’ me acrescenta pessoas à vida, ainda que em uma interação nula ou superficial, que eu não teria fora da internet.
Por tudo isso, nosso alcance de influência é muito grande na web através do sistema de compartilhamento. Não por acaso existe um marketing que é digital e pessoas que são classificadas simplesmente como influenciadoras. Elas existem e trabalham para influenciar pessoas opinando ou
usando determinado produto e ganham muito por isso. Precisamos falar sobre as mudanças de comunicar e existir.

O contexto muda, a responsabilidade é a mesma



Desde muito cedo crianças e adolescentes tem acesso à internet e, como tudo, o que passamos nesta fase, interfere na formação do indivíduo. O enfoque com relação ao tema precisa ser repensado.
Os pais desavisados se preocupam que os jovens sofram golpes, sem perceber que esse é apenas um dos problemas e não dos mais alarmantes.
Quem cai em golpes virtuais, em sua maioria, são pessoas mais velhas que acabaram de chegar à rede. Para os adolescentes, é muito mais fácil reconhecer um link que não se deve clicar ou uma pessoa com um ‘papo estranho’. Em contrapartida, grande parcela dos que aplicam golpes ou
ofensas na internet são adolescentes.
Uma pesquisa realizada pelo TIC Kids Online Brasil e divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mostra que 40% das crianças e adolescentes reconhecem discriminação na internet.
O percentual equivale a 8,8 milhões de jovens entre 9 e 17 anos. Ao todo, o estudo aponta que existem 23,7 milhões de internautas na faixa etária, equivalente a 80% dessa parcela da população.
A questão preocupante é que eles têm acesso à informação antes de ter
formação mental e ideológica. Conhecem a internet, mas não conhecem o funcionamento da sociedade. E onde mora o problema se não nos golpes?
Que eles se tornem se não agredidos, agressores ou replicantes de golpes e violência.
Os adolescentes acabam cedo demais sendo influenciados pela “opinião” de youtubers, sem ter vivência ou base para contraposição. Muitas vezes são replicados comportamentos sem consciência do que se tratam.
Restringir o acesso não é solução, se o objetivo é educar. A dificuldade é que muitos pais não conhecem a rede ou não acompanham o ritmo em que as coisas acontecem. Muitos também - dos mesmos que empurram tablets nas crianças e depois reclamam –, são preguiçosos.
É preciso ter a sensibilidade de perceber que os adolescentes estão expostos cada vez mais cedo, logo, precisam mais cedo de orientação. As décadas avançam assim como a tecnologia, criando gerações diferentes.
Mudar isso não é possível, mas participar da formação dos filhos ainda é obrigação dos pais.

Ciclismo x alimentação: os benefícios de uma vida saudável

Uma boa preparação para qualquer atividade física é fundamental. A importância de ingerir alimentos específicos pode ajudar no desenvolvimento físico e mental. A alimentação certa é indispensável antes e depois dos treinos.
O ciclismo exige um cuidado mais reforçado, por se tratar de uma atividade de longa duração, alimentos com carboidratos e com propriedades antioxidantes como, por exemplo, frutas cítricas e tomate. A hidratação, também é de extrema importância, para quem almeja um bom desempenho nas provas e treinos.
A utilização de suplementos alimentares nem sempre é recomendada. Para muitos atletas é dispensável, por manter uma alimentação adequada, fornecendo todos os nutrientes essenciais para a prática dos exercícios. Mas, em alguns casos o uso de suplementos alimentares é essencial, o atleta que não se adapta a uma nova grade de alimentos ou por não atingir as necessidades nutricionais suficientes.

 Para quem leva o esporte mais a sério, nos períodos de competições é muito importante armazenar energia no músculo e aumentar os carboidratos cerca de três dias antes da prova. Hoje, as pessoas estão cada dia mais tomando consciência de quão é importante se alimentar bem, na prática de esporte isso se torna mais importante ainda.

Inclusão, igualdade, respeito e cidadania

Milhares de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, muitos destes sofrem, constantemente, com a exclusão e o preconceito nas escolas, na comunidade e no mercado de trabalho. Promover a inclusão é um fato essencial e urgente no país e para que alcancemos o cenário ideal de igualdade e respeito, passos importantes precisam ser dados, afim de erradicar a marginalização de portadores de deficiência.
A inclusão é um tema que divide opiniões, alguns defendem a inclusão em todos os setores da sociedade, enquanto outros entendem que, por vezes, os processos de “inclusão” dão margem para o bullying entre outros tipos de violência. As escolas com políticas inclusivas são a melhor forma de erradicar o preconceito e a exclusão. As novas gerações precisam conviver e crescer com pessoas com deficiência para entender que ser diferente é normal e que a união e o respeito são bases fundamentais para uma sociedade justa e promissora.
Porém, não basta “tapar o sol com a peneira” e simplesmente matricular alunos com deficiência no ensino regular. Tal atitude apenas complicaria a situação. Uma escola despreparada ao invés de promover o crescimento e a integração entre os alunos poderia facilitar a violência física e psicológica dos alunos com alguma deficiência além de atrasar seu progresso. A estrutura da escola, o corpo docente e toda a equipe escolar devem ser adaptados para receber alunos com necessidades especiais para que esse aluno seja respeitado e tenha a mesma oportunidade de ensino que qualquer outro aluno.
A falta de conhecimento de grande parte da sociedade faz com que a deficiência seja vista como um peso ou um problema. Pessoas surdas, cegas com deficiências físicas ou mentais, por vezes, são tratadas como incapazes. Mas em realidade o que deve ser levado em consideração são os grandiosos exemplos de superação, a forma linda com que as pessoas vencem suas limitações e seguem suas vidas de forma admirável.

É necessário alterar a visão social, promover a inclusão escolar de forma organizada e eficiente, acatar a legislação vigente que garante a todo cidadão direto a princípios básicos tais como saúde, segurança e educação. Investir em programas sociais e fazer uso da mídia da cibercultura e das novas tecnologias. Pois a sociedade deve compreender que ser diferente é normal e que todos nós temos características próprias, portanto cada um merece respeito seja qual for sua necessidade ou particularidade. Os portadores de deficiência são cidadãos produtivos, participantes e com direitos e deveres tais como todos os outros. Portanto, defender e promover a inclusão social é exercer sua cidadania.

Metodologia de ensino fracassada


Desde a infância frequentamos a escola, e após o término da quarta série ingressamos no colégio, que nos promove uma bela formatura no terceiro ano do Ensino Médio, para então seguirmos na vida adulta.

Já está sendo quase obrigatório, nos dias atuais, ter uma faculdade no currículo. Independente da idade, a maioria das pessoas passa por essas instituições, a procura de maior conhecimento e especialização em determinadas áreas.

Porém, formar-se na faculdade se tornou cada vez mais difícil, pois conciliar trabalho, casa, família e lazer com os estudos não é fácil. Faculdade não é igual o colégio, que pode ser levado de “qualquer jeito”, deve-se ter dedicação para aprender e ser um bom profissional.

A questão que mais me intriga é: porque temos professores que não cumprem com o seu papel de educar, mas exigem muito de seus alunos? Creio que não só eu, mas várias pessoas, já passaram por esse tipo de profissional da educação.

Não falo de todos os professores em geral, pois em sua maioria cumprem com o papel de ensinar, explicar e cobrar o que deve ser cobrado – o que o aluno é capaz de fazer, dando o seu melhor. Mas, sempre tem aquele professor que só quer “ferrar” com o estudante, que não passa o aluno de ano por “birra”, não vendo o esforço e capacidade do mesmo.


O nosso ensino já está falido há muito tempo, alunos procuram apenas por “notas”, pois é isso que alguns professores querem, não se importando com o conhecimento adquirido. Falo tudo isso com imensa tristeza, porque ao invés de formarmos pessoas com capacidades e habilidades distintas, estamos apenas formando robôs com uma nota estampada na testa.

Fake News: Uma pandemia que assombra a democracia

As falsas notícias geram impacto muito negativo na formação de opiniões e na manutenção da democracia. Neste sistema governamental o cidadão é
livre para expressar ideais e da mesma forma tem acesso fácil às opiniões alheias. Entretanto, é valido lembrar que quando se fala de notícia esta deve se originar de um fato ou acontecimento verídico e deve ser construída com o depoimento de fontes confiáveis além de sempre dar voz aos diferentes lados envolvidos no fato que tal notícia relata.
Porém no mundo globalizado e acelerado em que vivemos os comentários e as informações circulam rápido demais e nem todos são capazes de avaliar de forma crítica os conteúdos a que tem acesso. Logo, o velho ditado popular faz-se real e “uma mentira dita muitas vezes vira verdade”.
É principalmente na internet que as falsas notícias circulam,e no mundo dos hiperlinks poucos são os que se dão conta da importância de verificar as fontes e ler de forma crítica são confiáveis. Nas redes sociais é comum ver milhões de compartilhamentos de inverdades advindas de algum blog fake que espalha sensacionalismo na web a caça do dinheiro virtual – os cliques. O pior ponto das notícias falsas espalhadas é exatamente o fato de milhões de pessoas acreditarem compartilharem e tomarem as mentiras como verdades.
É muito fácil difundir desinformações na web conforme afirma o físico britânico Beners-Lee, uma vez que é “impossível de monitorar tudo” e isso prejudica a democracia, pois em um cenário ideal todos teriam o mesmo poder na web, porém a realidade é muito distinta. Especialmente pela imatura e falha fiscalização qualquer pessoa pode espalhar injurias inventar um fato e divulgar inverdades, difamar, usar de uma verdade aliada a mentiras para atingir algo ou alguém, e para responsabilizar os envolvidos ou frear as consequências das Fake News ainda não inventaram uma solução.
Desta forma, quando pensamos no cenário politico, por exemplo, tais estratégias ocorrem o tempo todo, boatos e notícias plantadas já modificaram o desenrolar de campanhas políticas nos EUA e tem aumentado o caos instaurado no cenário político brasileiro. Em um país em que pouco se lê e muito se aliena infelizmente a injuria vira notícia e a difamação vira argumento.

É utopia, mas não custa dizer que se a população fosse devidamente educada e a ponto de conseguir realizar uma leitura crítica não só das notícias mas do mundo como um todo tais artifícios não funcionariam. Só com uma boa educação os cidadãos podem ser mais críticos e seletivos quanto à no que acreditar e então as Fake News não terão tanto poder. 

Diversidade: produtos de beleza, por favor, me representem

O mundo da beleza está em alta e a cada ano novas tecnologias são investidas em cosméticos “milagrosos”. O que chama a atenção é a falta da variedade nas mercadorias oferecidas. Cada mulher tem sua particularidade, aquele detalhe que a faz diferente de todas as outras. Mas será que todos esses produtos são desenvolvidos para todas elas? Todas tem o mesmo tipo de cabelo? Mesmo tipo e tom de pele?
Por vários anos, as mulheres usavam apenas o que o mercado oferecia, isso quando tinha. Antigamente, o produto era apenas um hidratante, mas era difícil esconder ou disfarçar as mãos calejadas do trabalho diário. As mais idosas provavelmente nem sabiam sobre os produtos, mas hoje a gama de cosméticos simplesmente ampliou. Com o passar do tempo muita coisa mudou, os produtos foram renovados e um novo conjunto foi ofertado ao mercado.
É percebível que a linha voltada para a maquiagem favorece mulheres de até 40 anos, mas somente essas mulheres precisam se cuidar? E as de 50, já estão fora do “padrão”? Padrão esse que implica há anos, mas poucas se reconhecem nessas referências. A questão é será que todas as mulheres serão lembradas na hora de lançar outro cosmético no mercado? A negra, a branca, a parda, a ruiva... A diversidade é a nossa marca, e por que não a dos produtos?

            Acredito muito na beleza natural, mas um pouco de cuidado nunca é de mais, além de elevar a autoestima é uma forma de evidenciar a feminidade. A invisibilidade da diversidade das mulheres prejudica não apenas o mercado, mas fere aquela que não se sente representada nos xampus, cremes, tons de base, entre outros milhares produtos.

Violência: não tenho mais paciência

É fato que vivemos em uma sociedade violenta, inúmeros casos de mortes, assassinatos e vítimas baleadas estão estampadas em diversas capas de jornais. O pior é saber que isso não tem dia para acabar.
Recentemente, um caso chamou atenção do país inteiro, uma mulher nos últimos dias de gravidez foi atingida na barriga por um disparo de arma de fogo, o projétil chegou a ferir o bebê que continua em estado grave.
            Essa guerra entre facções afeta muito mais que as gangues. Moradores se escondem dentro de casa em meio ao tiroteio, professoras abraçam alunos tentando acalmá-los. E, além disso, até mesmo dentro de hospitais, vítimas são atingidas. Isso não acontece só no Rio de Janeiro, pode estar muito mais perto do que imaginamos.
                Mas a violência não se resume a isso, a brutalidade que uma mulher é espancada dentro de casa, estuprada e ferida, também fazem parte da porcentagem que cresce a cada dia. É difícil saber que nem sempre isso é denunciado.

A Polícia Militar tem um espaço reservado para denúncias anônimas, mas quando o serviço é utilizado nem sempre recebem a devida atenção que precisavam. Já vi centenas de mulheres que procuraram ajuda e foram mortas por conta da falta de sensibilidade com que os casos são tratados. Até quando? Justiça? Onde? Aqui no Brasil? Atá!

A falta de controle traz graves consequências

Atualmente, estamos em uma fase onde tudo se faz em torno da tecnologia. É quase impossível passar um dia desconectado. Isso já não é mais uma prática apenas de jovens, as crianças e os idosos já estão craques com tanta novidade.
Novos meios de comunicação surgem no decorrer do tempo e, cada dia, eles vão se adaptando e se renovando. Hoje, o “ao vivo” já não é exclusividade da televisão, podemos ver isso nas redes sociais. Mas, a tecnologia tem dois lados e é hora de falar deles.
O lado positivo de tudo isso é a facilidade com que podemos resolver assuntos importantes, basta mandar um e-mail, uma mensagem e pronto, resolvido! Além de nos proporcionar umas horinhas de diversão. Mas o lado negativo do assunto é o mal que isso pode causar nas vidas das pessoas. Por exemplo, é percebível o agravamento dos casos de ansiedade e depressão. A tecnologia pode ser um fator importante nessa questão.
A dependência das redes sociais pode aumentar o nível de ansiedade. No futuro pode provocar algo mais grave como a depressão e até síndrome do pânico. E com isso, pode trazer a consequência do afastamento das pessoas e até mesmo o isolamento, pelo fato de se sentirem mais à vontade na vida virtual.

Será que existe controle? Quando isso tudo passa dos limites, causam sintomas como estresse e desespero. O uso excessivo do celular pode trazer malefícios para a vida profissional também, mas para alguns o fato de estar conectado o tempo todo acaba sendo uma “fuga” dos problemas da vida real.

TECLANDO O ÓDIO

Por muito tempo o ciclo da vida era composto pelos seguintes fatos, nascer, crescer, reproduzir (ou não), envelhecer (nem sempre) e morrer. Hoje nascemos, crescemos, postamos, curtimos, comentamos, reproduzimos (no mínimo algum vídeo) envelhecemos e morremos. A nova sociedade já nasceu na era digital, hoje cada vez mais novos, crianças aprendem a usar smartphones antes de aprenderem ir ao banheiro sozinhas ou saberem amarrar o próprio cadarço do tênis.
Dentre os malefícios que a filha mais amada da tecnologia, a internet deu a seu usuários foi a liberdade de expressão, muitas vezes repletas por discursos de ódio esses seres (longe de serem humanos) disseminam a generalização da descriminação, ou seja inferiorizam uma pessoa por características como etnia, raça, religião, orientação sexual, nacionalidade. A sociedade sonha em ter um lugar melhor se para viver, um lugar como o facebook com disse um dia um pensador contemporâneo que desconhece mas que fez viralizar na internet o seguinte texto: “Queria morar lá no facebook todo mundo é do bem,ama os animais,todo mundo odeia os falsos,todo mundo é amigo,odeia corrupção,é revolucionário,é fiel,prefere namorar do que sair,só tem momentos felizes e gosta das pessoas pelo carácter e a inteligência,não pela beleza e valores materiais”. Porém por trás dessas pessoazinhas que querem esse mundo melhor se encontrar seres desprezíveis que nasceram apenas para destruir, tentar inferiorizar e segregar mais ainda um mundo desunido e cheio de ódio.
Os haters, pessoas que se escondem atrás de um computador apenas para ofender e não tem coragem de nem usar o próprio nome para que não sejam descobertos para mostrar a que ponto a intolerância. E o que dizer dessa tal intolerância, a magnitude de achar que podemos sempre mais que os outros só porque discordamos pode gerar situações absurdas, como agressões e ameaças.
O pior de tudo que isso está longe de ter um fim, muitos sites e portais ainda permite a criação de perfis falsos onde esses seres podem ainda se expressar, mas não creio que a culpa disso seja da internet ou das redes sociais, penso como a socióloga Sueli Cabral “Ela é apenas um meio, um instrumento, um caminho de covardes que mobilizam um exército de imbecis que os sustentam”. Assim com bandidos se infiltram em manifestações de bem para causar brigas e promover o vandalismo, na internet bandidos sentem em frente a computadores no conforto do lar e matam dia após dia a esperança de um mundo melhor. Que a policia continue a tentar combater essa nova modalidade de crime digital, mas que você combate também o hater que mora dentro de você.


A lei da terceirização, base argumentativa na notícia


A lei da terceirização permite que as empresas terceirizem todas as atividades – as de meio e inclusive as atividades-fim – responsáveis pelo desenvolvimento dos serviços os quais a empregadora se constitui. A lei tomou corpo a partir de 1990 no Brasil, ficou as margens do esquecimento durante 19 anos e hoje volta a ser discutida no senado. Alem disso, servindo de pauta aos assuntos veiculados pelos meios de comunicação, que não cessam em quebrar as bases de neutralidade hipocritamente pregadas dentro do gênero jornalístico.
O jornal El País, veiculou uma matéria em 29 de março deste ano, propositalmente período de grande discussão da aprovação da lei. Para apresentar sua posição contrária, o meio utilizou de artimanhas argumentativas e altamente expressas por meio da linguagem escrita e estrutura do texto.
Para não falhar em sua posição contrária a retomada da lei pelo atual presidente Michel Temer, o jornal usa e abusa de termos altamente tendenciosos. Já no título da matéria, emprega a expressão “bóia-fria.com”, que faz menção a retrocesso nas leis trabalhistas. Além disso, utiliza a palavra “racha”, de modo pejorativo, mas forte e intenso ao dizer que o próprio Renan Calheiros, senador do PMDB reprova a terceirização.
Para estruturar o texto, a jornalista Heloísa Mendonça seleciona cautelosa e objetivamente as fontes. De início o próprio Renan Calheiros, que literalmente rompe a liga “PMDBista” ao ser contrário a sanção do projeto de lei. E para desfecho com chave de ouro, o senador do Partido dos Trabalhadores Paulo Paim, que abrange detalhes do relatório apresentado a câmara, para que a proposta de terceirização seja vedada.
O emprego das frases construídas subjetivamente para dizer que a lei da terceirização deve ser reprovada, foi excepcional para destacar a intenção contrária do jornal El País. Arquitetar entrevistas com autoridades políticas favoráveis a posição que nega a terceirização, constrói uma arma opinativa no gênero da notícia, que no meio informativo de mídia, é tiro certo.

Bezerra da Silva tinha razão e a Waleska também

Quando penso que não vou mais me surpreender com a situação política do Brasil é aí que eu me surpreendo. Eu não esperava chegar em casa em uma noite de quarta-feira e me deparar com a notícia da delação do cara da Friboi.
Joesley Batista é nome dele. Um dos bilionários brasileiros entregou o atual presidente da República, Michel Temer, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Divulgando uma gravação feita em 7 de março de 2017, de um diálogo, o lutador-presidente (sabe dar bons golpes), pedindo a "compra do silêncio" de Eduardo Cunha, que havia sido preso naquela operação, além de fazer metade da família do Aécio Neves ser preso. O mineirinho só não está atrás das grades porque o Fachin não quis, mas é questão de tempo.
Quem diria que no meio de tantos jornalistas, cientistas políticos, sociólogos e historiadores, a pessoa que consegue explicar a situação do país, no momento, é a nossa pensadora contemporânea Waleska – A Popozuda – Por aqui, “é só tiro, porrada e bomba”. E não vai acabar.
Joesley não é um herói, que fique claro, ele tem que pagar pelos atos como os outros, mas, graças a ele, eu consigo depois de muito tempo ver um pequeno raio de luz no fim do túnel. A esperança respira, ainda com ajuda de aparelhos, mas está melhor. Que todos os culpados sejam punidos.
Bezerra da Silva estava certo “se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”, e do jeito que está, não demora para esse dia chegar. O último apague a luz.


Além do gene


O modelo antigo familiar está em crise. Isto é, o modelo padrão, imposto e enraizado pelas ciências biológicas, sociais e antropológicas está a ruir. E o que temos de errado nisso? Nada. O formato de família onde se encontram pai, mãe e a prole unicamente nunca existiu.
Ainda no século XIX o casamento monogâmico era pouco comum, ao contrário do matrimônio poligâmico, aceito e praticado nas civilizações antigas. Durante a idade média, os homens eram costumados a passar longas temporadas ausentes dos lares, locais onde normalmente deixavam as esposas e os filhos. É válido lembrar, que ainda na Mesopotâmia a prostituição surgiu, deste modo, muitas famílias “informais” foram constituídas.
Falar sobre padrões na atual sociedade é equivocar-se a respeito dos aspectos sociais contemporâneos. De acordo com Zygmunt Bauman, – pensador e sociólogo que abrange estudos sobre a modernidade – estamos em compassos líquidos, tudo é raso, e nada é duradouro, não existem mais moldes, e o que era firmado escorre feito água, completamente contrário ao estado de solidez determinado pela antiga representação congênita. Mencionar modelo familiar em pleno século XXI é um erro exorbitante.
Menos da metade das famílias brasileiras atualmente são constituídas no antigo modelo familiar. Deste número, não é destacado as variantes de adultérios, normalmente permanecendo ocultas por trás do “padrão” pai mãe e filho, mas que de mesmo modo, quebram totalmente a classificação “honrosa” da tríade familiar imposta.
Nos anos da “contracultura” coletiva hippie, os movimentos buscavam pregar o amor universal, sentimento afetivo que poderia ser praticado por todos e para com qualquer gênero. As novas representações familiares não estão constituídas com bases na sexualidade. Não se trata apenas de casais homossexuais adotarem crianças e formarem o tronco familiar – o que não deixa de ser estonteante –. Pelo menos mais de 50% das famílias no Brasil tem pilares onde mãe e filha, a exemplo, constroem o tão mencionado “lar”, avós ou até mesmo padrinhos participam efetivamente da construção parental. Família, família, pode ser papai, mamãe e titia sim! O padrão nunca existiu, reveja os conceitos.  

A justiça é justa?



Você acredita quem vivemos em um país justo? Confesso que até o dia de hoje eu realmente acreditava que existia uma luz no fim do túnel, mas parece que ela está se apagando de vez. Ao que tudo indica nossa nação caminha para dias onde a justiça parece estar se tornando cada vez mais injusta. Dia 24 de fevereiro de 2017, uma sexta-feira que normalmente traz no ar a alegria do findar de uma semana cansativa no trabalho e nos estudos e o início de um fim de semana para o descansarmos ao lado da família e dos amigos nos trouxe dessa vez um vento de incerteza.
No mesmo dia a Justiça Brasileira concedeu habeas corpus a dois condenados por crimes graves, o pecuarista cascavelense Alessandro Meneghel condenado a 34 anos de prisão pela morte de um policial federal em Cascavel, Meneghel, conseguiu liminar menos de dois dias depois de o júri popular tê-lo condenado, e Bruno Fernandes de Souza, o goleiro Bruno ex-goleiro do Flamengo que recebeu habeas corpus que permite que o jogador recorra em liberdade da condenação pelo sequestro, morte e ocultação do cadáver da modelo Eliza Samudio, onde foi condenado por 22 anos de prisão e cumpriu pouco mais de quatro anos.
Indignado, pergunto: Isso é justiça? Se isso for justiça o amanhã será muito difícil, os detentos que não fogem , são libertados pela justiça. Como diz a trecho da música “Jack Soul Brasileiro” do cantor Lenine “O país do swing é o país da contradição”, a balança da justiça brasileira está desequilibrada e pendendo para o lado de quem tem maio poder aquisitivo. O símbolo da justiça que mais se encaixa nos dias de hoje é da cegueira, mas com um significado diferente do original a justiça hoje parece enxergar só o quer ver e só quando quer ver, pois é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida.
O Brasil está na lista das nações que mais violam os direitos humanos. É um título que nenhum país quer ter em sua galeria, mas diariamente acordamos com notícias que nos espantam que vão desde corrupção até os maiores crimes hediondos possíveis, todos refletidos por um comportamento que há no ser humano, direitos humanos que por aqui, deviam ser chamados de Direito dos Bandidos.
A Justiça Brasileira parece punir com rigor só o cidadão pobre, aquele da expressão popular “ladrão de galinha”, esse sim é punido com anos e anos de cadeia, não estou aqui defendendo a que pessoa que cometeu um delito não tenha que pagar pelo que fez, mas a justiça não pode usar dois pesos e duas medidas e apenas defender o cidadão com mais dinheiro, pois realmente é isso que parece que está acontecendo. Um país onde os políticos e governantes desviam bilhões de reais em dinheiro público que deviam ser destinados a saúde, educação, segurança, usado para tirar o nossa nação da situação atual que se encontra.
É inaceitável, uma nação que tem em seu hino escrito que “O filho teu não foge a luta” não pode cruzar os braços e deixar que dois assassinos condenados andem nas ruas livremente sem terem cumprido a pena necessária para poderem estar novamente reintegrados a sociedade, esquecer por um instante os panelaços políticos e protestar por uma justiça igual para todos. Temos que fazer algo urgente, se antes protestávamos por 20 centavos hoje devemos protestar por algo que realmente tem valor, o gigante que havia acordado, para que voltou a dormir, cabe a nós despertá-lo.
Por fim relembro aqui o ditado popular “Pau que bate em Chico tem que bater em Francisco” a justiça não pode valer apenas para um lado, não pode só valer para quem pode pagar um bom advogado, ela tem quer ser como na definição feita pelo dicionário Aurélio: “tem que praticar o que é de direito”, seja rico ou pobre, homem ou mulher, negro ou branco, você ou eu.

sábado, 1 de julho de 2017

Não deixe a origem morrer


A cultura indígena não pode se perder com o tempo. Quando os primeiros portugueses atracaram com seus navios em terras tupiniquins, mal sabiam que a região que acreditavam ser uma descoberta, era na verdade, habitada por cerca de cinco milhões de índios.
Desde que chegaram aqui, os portugueses e os povos europeus provocaram inúmeros malefícios aos povos indígenas, como: doenças e exploração desordenada de terras e minerais. Esse tipo de exploração causou elevados níveis de mortalidade dos índios que aqui residiam. O pior é saber, que essas terras, que antigamente eram todas desses nativos, continua sendo desmatada e destruída para que milhares de hectares de plantações ocupem o lugar do que antes eram florestas e casa de muitas dessas tribos.
Podemos ver diariamente nos noticiários de todo país, grupos indígenas entrando em confronto armando com autoridades policiais, agricultores e donos de terra. É incessante a luta desse povo em reconquistar o que sempre foi seu por direito. Brigas como esta deixam clara a vontade de quem tem autoridade sobre esse chão: manter distante todo e qualquer resquício da cultura indígena, apagando completamente uma das maiores riquezas do Brasil, sua história, seu passado e suas origens.
Esquecer essa cultura isolando todos os descendentes indígenas parece ser a melhor alternativa para quem é dono do poder e das maiores partes de terra. Para esses, quanto menos pessoas estiverem em seus caminhos melhor, ter alguém reivindicando o que é seu nunca será favorável para eles. O mínimo que deveriam fazer é tratar com respeito e dignidade qualquer indivíduo indígena, como qualquer semelhante, afinal, trate-se de um ser humano também.
O certo seria promover a inclusão, integrar esse grupo de sujeitos na sociedade, pelo menos aqueles que se sentem a vontade com isso. Muitos índios, preferem se abster da vida com a sua tribo e encarar novos desafios e seguir um novo rumo, em meio a sociedade moderna, fora do seu mundo. Infelizmente, o indígena que tiver essa iniciativa, encontrará muitos desafios e rejeições por parte das pessoas que moram na cidade. Por outro lado, aquele índio ou descendente que quer o seu espaço, precisa ser respeitado, não se pode proibir alguém de ter algo que é seu por direito, pois a história prova que ele chegou à “Terra de Cabral” primeiro, a colonizou e se fez homem de fato neste lugar antes de qualquer português erguer sua bandeira.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Imigração: em busca de uma vida melhor no Brasil, será?!

É percebível que o processo imigratório acontece há anos, isso tudo a procura de uma melhor condição de vida. O Brasil sempre foi uma terra muito disputada, desde a sua descoberta e não é nada diferente nos dias atuais. A busca por mais conforto faz com que imigrantes de vários lugares do mundo procurem o nosso país. Nota-se um grande aumento no número de pessoas entrando no Brasil a procura de trabalho.
Mesmo que os “olhos econômicos” estejam voltados para o país, isso faz com que o Brasil seja reconhecido lá fora por conta dos imigrantes, já que aqui é um dos lugares mais procurados para esse tipo de movimento. Embora seja um país grande, com uma diversidade em vários fatores, alguns se dão bem, ao contrário de outros.
Por conta do favorecimento da economia para o país, inúmeros profissionais migram para determinados locais por conta do retorno financeiro, porém, sabemos que não é bem assim que funciona. Mas por outro lado, podemos perceber que alguns imigrantes não buscam qualificação no trabalho, fazendo com que vivam outra realidade, com mão de obra barata, péssimas condições de trabalho, principalmente, em locais com grande produção de café.
Os haitianos e bolivianos são os principais imigrantes no Brasil, por causa da extrema pobreza e desigualdade, além dos fatores econômicos e sociais. Mas, o problema não é resolvido apenas com a imigração, muitas vezes saem dos países para tentar uma vida melhor, mas apenas encontram praticamente as mesmas dificuldades, como a falta de oportunidade.

O Brasil não tem capacidade para receber esses imigrantes, muitos deles acabam sendo “escravizados” e sem direitos trabalhistas. Seria interessante que o governo desse uma melhor assistência para esses grupos que chegam de outros lugares, como, por exemplo: disponibilizar escolas para que possam aprender a língua portuguesa, regularizar os documentos, aí sim poderíamos nos tornar o país melhor para os imigrantes.

“Liberté, Égalité e Fraternité” na mídia?


Penso que liberdade é tudo, é o que move o ser humano e pauta as nossas decisões, escolhas, atitudes e sentimentos. Sinônimo de liberdade é ser independente, autônomo, fazer por si próprio o que deseja. E isso vale também para a opinião.

Antes de tudo, precisamos entender que liberdade de expressão é muito importante, não só para os grupos do movimento negro, LGBT ou de legalização do aborto e maconha. Essa liberdade é importante, principalmente, no jornalismo, para que não divulguem informações manipuladas e para que não haja a restrição de publicar alguma informação, porque o veículo ou dono da empresa jornalística é vinculado à política.

A mídia, principalmente, a brasileira, já batalhou muitos anos para ter a liberdade de expressão que vemos hoje, que na verdade é pouco. Os principais veículos de comunicação – que alcançam a maior parte da população brasileira –, tem ligações políticas, que acabam barrando a liberdade de expressão de muitas pessoas, jornalistas e comunicadores.

Porém, a nossa mídia traz mais conteúdos massivos e sensacionalistas do que opiniões relevantes. Programas e jornais que apenas entretém o público ou então trazem notícias trágicas e grotescas.

Os veículos de comunicação têm uma força imensa quando se trata de mídia massiva, pois tais informações chegam a todas as pessoas, de classes sociais, crenças e opiniões distintas. Por conta disso, é relevante percebemos que a opinião produzida pela mídia pode manipular as pessoas, fazendo-as acreditar que aquilo é o correto e o verdadeiro.


Vejo que, atualmente, há liberdade de expressão, mas não é totalmente livre e aberta como deveria ser, até porque muitos grupos não se sentem bem representados e retratados na mídia. Isso tudo ocorre porque ainda temos veículos de comunicação sendo controlados por pessoas preconceituosas, machistas e conservadoras, que fecham suas mentes e não compreendem a opinião alheia, o outro lado da história.

sábado, 24 de junho de 2017

De volta ao século XVIII

Na sexta-feira (9) da semana passada, um assunto tomou conta do Brasil e foi muito compartilhado nas redes sócias. A “justiça” feita com as próprias mãos, não foi a melhor escolha a ser tomada por um tatuador. Maycon Wesley Carvalho, e seu vizinho Ronildo Moreira de Araujo, que foram presos pelo crime de tortura.
            O adolescente, suposto autor de um furto, caiu nas mãos dos indivíduos, além de ser humilhado, o jovem teve a testa tatuada com a seguinte frase: “SOU UM LADRÃO VACILÃO”. Acuado e sem ter para onde correr, o menor apenas cumpriu ordens dos homens.
            Em poucas horas a historia repercutiu, e as opiniões se dividiram contra e a favor. Filho de mãe desempregada, sem muitos recursos, o jovem sofre com problemas mentais e o vicio de drogas. Com vergonha e exposto, o rapaz viveu o verdadeiro código de Hamurabi; Olho por Olho, Dente por Dente. No qual os crimes cometidos, como por exemplo, o furto de uma residência deveria ser pago com a própria vida.
            Atrasados a mais de quatro mil anos, essa sociedade com pensamentos desumanos, que apenas soube julgar e apontar para os problemas alheios, não tem empatia, e não buscam conhecer os dois lados da historia.
            Um crime não justifica outro. Buscar apenas a punição e não a solução para os problemas da sociedade os torna mais egoístas. Torturar e agredir pobre é fácil, quero ver tatuar na testa de politico e milionário.