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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Será que a felicidade mora no Istagram?

As redes sociais estão ao nosso alcance para auxiliar o nosso dia a dia, mas até que ponto elas realmente estão auxiliando? Os adolescentes, podemos dizer, que são os grandes afetados por essa tecnologia toda, porque no ponto de vista deles e muito mais interessante navegar pelas redes sociais do que ir estudar, ler um livro ou assistir um jornal.
Em uma recente pesquisa feita por uma agência britânica levantou que o Instagram é a pior rede social. O que fez a rede social levar esse título é pelo fato de dados levantados onde tudo nessa rede social é perfeito, todas as pessoas são felizes.
Mas essa exibição toda de tentar mostrar para as pessoas que vida é bela pode levar a doenças serias com depressão ou ansiedade. Em recente pesquisa, foi relatado que as pessoas que passam muito tempo “mexendo”, nas redes sociais são propiciais a tais doenças.
Contudo, bato do teclado novamente com os adolescentes, porque essa fase é cheia de descobertas, de tomada de decisões, em que esse exibicionismo todo das redes sociais pode ocasionar danos irreversíveis na vida desses adolescentes.   

Por isso, é extremamente importante o diálogo familiar sobre a tecnologia e certo controle por parte dos responsáveis na questão das redes sócias, porque caso esse adolescente não tem com quem conversar em casa, ou não tem regras a ser seguidas, isso aumentar muito a tendência dele procurar as tecnologias como escapatória da vida real ou com o objetivo de se sentir importante para alguém.

Entre o salto e a chuteira


Bola na trave não altera o placar. Bola na área sem ninguém pra cabecear. Bola na rede pra fazer o gol! Será que não tem mulher, sonhando em ser jogadora de futebol?
A frase conhecida da música de Skank, faz breve abertura ao esporte considerado “arte”. O futebol conquista o mundo todo. Independentemente de cor, raça, nação ou gênero a “arte de jogar bola” atrai inclusive, as mulheres.
Tudo muito bonito. No entanto, há rumores de que o futebol é considerado propriedade do público masculino. Se conquista o coração de mulheres, porque é considerado apenas do mundo dos homens?
A desenvoltura mais rígida necessária para a atividade de contato físico leva algumas pessoas a crerem, que somente homens podem praticar com excelência. Há de fato uma diferença significativa do físico masculino para o feminino, a exemplo, no tipo de fibra muscular, o tono do homem geralmente é maior que o tono feminino, no entanto, não existem bases de impedimento da realização dos exercícios por parte das mulheres.
Dizer que o esporte é “para homens” é um equívoco. As complicações e reparos para ambos, não são distintas de acordo com o gênero sexual. Os tratamentos se baseiam em condições físicas do indivíduo, não em necessariamente ser mulher ou homem.

A história de sucesso nos esportes é vivida por muitas mulheres, cada detalhe, deixa claro o gosto pelo salto e pela chuteira. As “boleiras” podem sim encarar a vida como um jogo, colocar em campo os melhores dons, e como consequência, saírem campeãs pelos gols de cada conquista vista socialmente. Mulheres praticando esporte demonstra igualdade de gênero, e nós, somos todas CAMISA 10!

Amor ao primeiro clique


Os avós contam muitas histórias de amor dos “tempos antigos”. As narrativas são sempre com detalhes – desde o primeiro bombom de presente até os passeios – e a frase: “no meu tempo era assim”. Hoje vivemos a nova era nos relacionamentos amorosos: de bits e gigabytes.
É difícil imaginar em tempos modernos de aplicativos de “pegação”, que nossos tataravôs tinham forte pressão familiar na escolha de seus companheiros. Muitos tiveram casamentos “arranjados”, os pais escolhiam com quem seus filhos deveriam se relacionar, e após trocar dotes, os casamentos aconteciam.
Com o passar dos anos a situação mudou. Os jovens passaram a se conhecer em bailes, cafés e piqueniques. Até aí, os que namoravam sério não tinham qualquer direito à privacidade. Os encontros entre os casais aconteciam sob o olhar atento dos pais da parceira. Nesta época, as serenatas embaixo da janela das pretendentes era o maior risco que se podia correr.
No início dos anos 90, a internet expandiu significativamente. Diversos sistemas e aplicativos, como o Messenger, nasceram e deram origem às novas formas de interação. Com o avanço da esfera virtual, tornou-se mais fácil conhecer e se comunicar, possibilitando inclusive os relacionamentos amorosos.

Entre teclados e mouses, as histórias surgem, e a tela do computador é a pista de dança dos amores pela internet. As redes sociais hoje tomam posto de “cupido”, e unem casais pela ágil comunicação que proporcionam. De conversa casual a encontro e namoro, a web exerce forte influência nos relacionamentos modernos.

Viral da comédia


Um vídeo registrado por dois homens dentro de um carro no momento do acidente seria trágico se não fosse tão cômico. O vídeo que se tornou viral na internet em poucas horas, foi um ato de extrema falta de bom senso, prudência no trânsito e imaturidade por parte dos dois. Ambos estavam em tom de euforia enquanto perseguiam um motociclista, para o qual eram disparadas ofensas incessantemente. Nada mais adequado para quem é imprudente no volante do que arcar com as consequências. Os dois não tiveram ferimentos graves, porém, certamente vão pagar caro pelos danos que o veículo teve no capotamento. Fico me perguntando o que se passa na cabeça de pessoas tão irresponsáveis. A sorte é que nenhuma pessoa além dos dois esteve envolvida no acidente, mas podia estar. Como podem dois homens habilitados se tornarem verdadeiras armas, que por sinal estão soltos, podendo futuramente cometer a mesma falha, não tendo a mesma sorte, provocando até uma vítima fatal.

Não consigo acreditar


Estou intensamente perplexo e sem entender o que acontece com o futebol brasileiro. Virou uma máfia, mercado de quem paga mais para ter um título ou outro. A derrota do Grêmio para o Corinthians nesta primeira fase do Campeonato Brasileiro 2017 não tem lógica alguma. O tricolor gaúcho jogava dentro de casa, o Corinthians atravessou o sul do país para ser recebido pelo time gaúcho. estávamos esperando um jogo majestoso por parte do Grêmio, já que um único ponto o separava do líder. E o líder, o “ponta da tabela”, estava ali, em suas mãos, teve pênalti e tudo, estádio lotado, torcida contagiando, empurrando o time pra cima. Não adiantou nada, uma vergonha para um gremista apaixonado como eu. A equipe gremista é excepcional, joga como nenhuma outra joga atualmente, prova disso, é sua campanha pré e pós a esse jogo. O que aconteceu então? Para mim é obvio, não foi o grêmio quem pagou mais.

Tortura: um crime não justifica o outro

Um adolescente foi torturado após ser suspeito de furto, ele teve a testa tatuada com a frase “Sou ladrão e vacilão”. O jovem de 17 anos sofre com problemas mentais e tem problemas com drogas, foi humilhado e ficou preso às ordens de dois homens que foram responsáveis pela tatuagem. Ao que parece a sociedade está atrasada a mais de quatro mil anos, com pensamentos desumanos e julgamentos. “Justiça” com as próprias mãos nos faz lembrar do Código de Hamurabi: “Olho por Olho, Dente por Dente”. As pessoas não têm empatia e só acreditam em uma versão da história, por isso se tornam mais egoístas. Um crime não justifica o outro.

Bomba Atômica de Cascavel

As obras do Programa de Desenvolvimento Integrado (PDI) estão longe de ser uma catástrofe mundial, entretanto a metáfora é cabível, pois em Hiroshima e Nagasaki os efeitos dos atentados foram instantâneos e perduram por décadas, tal como as obras iniciadas em Cascavel, que de imediato geraram transtornos à população, prejuízo ao comércio e, por muitos anos, assombrarão as contas públicas do município.
E quem ficou satisfeito com as obras? A empresa que a realizou, certamente! Porém, os cascavelenses não andam com tranquilidade. Quem faz uso do transporte público está insatisfeito e grande parte dos motoristas também. Reflexo da ausência de uma consulta pública, a população sequer foi instigada a sugerir mudanças necessárias.
Só o projeto inicial da Avenida Brasil estava orçado em R$ 41 milhões e custou R$ 69 milhões. Vale lembrar que todas as obras do PDI custariam R$ 70 milhões, mas de acordo com o último balanço, apresentado em novembro, custará R$ 150 milhões. E a situação ainda piora, pois para não elevar ainda mais os custos cinco parques ambientais e quatro centros de convivência não serão construídos, ou seja, o custo dobrou e o projeto ficou incompleto.
Reza a lenda que as obras foram projetadas para incentivar o uso do transporte público, revitalizar a cidade, impulsionar o comércio e melhorar o fluxo de veículos. Entretanto, foram meses de interdições, milhões de reais investidos e hoje a condição do transporte público continua ruim e dirigir o tornou-se um teste de paciência.
Os motoristas estão desorientados pela falta de sinalização que afeta também os pedestres; os passageiros do transporte público ainda esperam a nova frota e as novas rotas, que justificariam algumas alterações da Avenida Brasil. Lamentável, mas é preciso dizer: ônibus algum trafegará pela Avenida Brasil tão cedo. A previsão é de que isso ocorra apenas no fim de 2018.

E os comerciantes que têm esperança de que as reformas deem um bom retorno recuperando um pouco do que se perdeu de abril a novembro do ano passado é melhor que baixem suas expectativas: pelo andar da carruagem aqui no “velho Oeste” é melhor esperar e ver para crer.

sábado, 24 de junho de 2017

O meio ambiente não espera

Nunca antes se debateu tanto sobre o meio ambiente e sustentabilidade, nos tempos de hoje. Mas ainda é pouco! As graves alterações climáticas, as crises no fornecimento de água devido à má distribuição das chuvas e da destruição dos mananciais é a constatação clara de que, se não fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como á conhecemos deixará de existir.
Cientistas, pesquisadores amadores e membros de organizações não governamentais se unem, ao redor do planeta, para discutir e levantar sugestões que possam trazer a solução definitiva ou, pelo menos, encontrar um ponto de equilíbrio que desacelere a destruição que experimentamos nos dias atuais.
Destinar corretamente os resíduos domésticos; a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família.
Assim, reduzindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis, os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e atividades econômicas de qualquer natureza estarão asseguradas.
Uma medida bem interessante é ensinar cada família a calcular sua influência negativa sobre o meio ambiente orientá-las a proceder de forma a neutralizá-las, garantindo a sustentabilidade da família e contribuindo enormemente para a conservação do meio ambiente em que vivem. Mas, como se faz par calcular essas emissões? Na verdade é uma conta bem simples, basta calcular a energia elétrica consumida pela família, o número de carros e outros veículos que ela utilize e a forma como o faz e os resíduos que ela produza.
 A partir daí, cada família poderá dar a sua contribuição para promover práticas e procedimentos que garantam a devolução à natureza de tudo o que usaram e, com essa ação, gerar novas oportunidades que rendera o bem estar social para sua própria comunidade.
O mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará; gerará um impacto no meio ambiente que o cerca. E que só com práticas e ações que visem a sustentabilidade dessas práticas, estará garantindo uma vida melhor e mais satisfatória, para ela mesma, e para as gerações futuras.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Pose para o flash


A quebra do paradigma imposto pela sociedade preconceituosa foi brilhante. Literalmente “chinelada na cara” dos que se julgam retificados ao utilizarem discursos pobres de conceitos éticos acerca da união homossexual.
Os “politicamente corretos” que partilham da infeliz ideia de que não é aceitável homossexuais em posições de liderança social, podem se retirar com seus banquinhos, sentar-se a frente de um computador e observar a repercussão positiva que teve a foto do primeiro-cavalheiro Gauthier Destenay, casado com o premiê de Luxemburgo, ao lado das primeiras-damas na reunião da Otan.
Xavier Bettel, o primeiro ministro, já vivia em união com o companheiro antes mesmo de assumir o posto de premiê. Em definição particular, cito o primeiro fator especial deste momento quando ocorreu a legalização do casamento gay em Luxemburgo. O caminho se intensifica no segundo ponto, com a união civil do casal que enfrentou os discursos ideológicos preconceituosos a respeito da escolha, e persistiram optando por seus direitos. O terceiro fator é também a chave de ouro: o fascinante momento em que Destenay posou para a foto no Castelo Real como primeiro cavalheiro.
A melhor quebra de tabu é aquela se eterniza, que exterioriza. O simples olhar na foto, onde Destenay posa com sorriso envolvente, promove emoção, expressa luta e vitória. O poder histórico que ela carrega é exorbitantemente fascinante e a gratificação por ver passos a frente em uma sociedade tão regressa é ao meu ver, imensa.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

E aí, você deu certo?

 http://cdn01.justificando.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2017/06/06180748/Dia-do-se-nada-der-certo-acende-debate-sobre-meritocracia-e-privile%CC%81gio.jpg

Recentemente as mídias sociais e veículos de comunicação rotularam colégios como “agressores” por terem um dia temático em que os alunos se vestem como profissionais que eles não sonham e planejam ser.  Com as matérias veiculadas, deu-se a entender que os alunos estavam depreciando/inferiorizando esses profissionais.
Repudio, portanto, todas as veiculações sobre o assunto, dizendo que os alunos e a escola menosprezaram tais profissionais. Esses discursos, inclusive, vão contra eles mesmos; porque por meio deles, toda uma instituição e seus alunos foram menosprezados.
A sociedade hodierna parece um piano quebrado que só funciona uma tecla: “mi, mi, mi”. Não é porque duas opiniões são distintas que uma quer dizer depreciar a outra. O que é dar errado? Existe alguém que deu certo?
O “dar certo” é muito pessoal. Tem médico, doutor e aluno de colégios particulares que deram e podem dar errado; enquanto tem empregada doméstica, atendente de fast-food que deram certo. Tudo isso é muito relativo. O “dar errado” depende do plano de vida que cada um tem.
Então, se você está “dando certo” enquanto tem gente dizendo que isso é “dar errado”, não fique de “mi, mi, mi” e continue dando certo. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Aceite o Game Over


A internet está presente na vida de todos e na de crianças e adolescentes não é diferente. Devido ao maior tempo passado em frente ao computador os jogos evoluíram para o meio eletrônico também.

No começo poucas horas eram dedicadas a esses tipos de jogos, atualmente os jovens passam cada vez mais tempo imersos nesse mundo. Os jogos eletrônicos são formas de lazer que infelizmente se tornaram uma faca de dois gumes. Da mesma maneira que divertem e entretêm, também isolam e prejudicam o social e o psicológico.

Cabe a cada jogador medir o seu tempo em frente ao computador e aos vídeo games. E para os mais novos a resposta é a atenção dos pais, que devem perceber o isolamento do filho e incentivarem outros tipos de atividade, principalmente ao ar livre e com os colegas. 

Não tem como afirmar que esses jogos são totalmente bons ou ruins, vai da forma que cada pessoa os utiliza. É como dizem, tudo que é em excesso faz mal, não importa o que seja.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Planeta impureza: a imundície terá preço



As temperaturas oscilam entre altas e baixas. Em tom sarcástico e, no entanto, trágico, a mencionada situação poderia ser compreendida como uma bipolaridade dos aspectos climáticos. A ironia nessa previsão do tempo se constitui do fato de que a culpa é atribuída tão somente ao “clima”. Agora me dê os motivos das constantes mudanças na atmosfera da terra: por um acaso as árvores se cortam sozinhas? O lixo se arremessa no chão por vontade própria? Não, e olhe que se o chão pudesse falar, ele pediria socorro por tanto desleixo com o pobre coitado que, além de pisoteado, recebe de brinde uma grande falta de preservação.
Seres humanos costumam se preocupar com o que lhes é atribuído enquanto características. Penso eu que se chamados de sujos, ficam irritados pelo mau significado que o termo emprega.  Todavia, percebo que não há melhor conjugação para tal indivíduo que, sem receio ou preocupação, polui e destrói o ecossistema e, gradativamente, degenera o meio ambiente. O desasseio é tal com o habitat em que vivemos, com a ética que deveria existir diante dos recursos naturais e, sobretudo, com os próprios seres vivos que residem no designado “planeta terra”, atualmente podendo ser reconhecido como planeta impureza.
Os valores de preservação estão mais escassos que o número de peixes sobreviventes nos rios poluídos das terras brasileiras. São mais de 1000 espécies em risco de extinção somente no Brasil, sem mencionar o número alarmante de queimadas que tostam o chão, as plantas e a esperança de voltar a respirar ar puro um dia. As pessoas perderam o senso de cultivo dos bens naturais, tal como o zelo dos mesmos. As ações, por mínimas que pareçam ser, somam exorbitantemente ao fim das atitudes imprudentes para com o meio ambiente.  O que não é cogitado me parece um risco: o papel de bala jogado no chão, a árvore cortada ou o descarte de resíduos químicos em locais inapropriados, entre outras tantas ações que comprometem a vida do ecossistema, acometem também a saúde pública. Contaminação mata!
Ao se deparar com essa realidade exposta, o plantio de árvores serve como promoção por meio de ações ambientais. O interesse de reconstituir a flora é mercadológico e estipulado com base em premiações financeiras, tanto à ONGS quanto à empresas que as promovem. Irônico é saber que a poluição é de graça, mas reconstruir o ambiente exige um preço.

Quem paga caro devido às consequências é o próprio mundo. Não é preciso ser garota do tempo do jornal para alertar as previsões futuras. Assim como sombra que se ganha quando árvores plantadas crescem, os frutos da falta de afeito com o planeta terra serão dolorosamente colhidos.

sábado, 3 de junho de 2017

Beleza exterior


As mulheres consideradas mais idosas, estão reclamando que as indústrias de cosméticos estão “abandonando” esta faixa etária. Quer dizer agora que pessoas de idade não precisam mais se preocupar com a beleza exterior? Eu penso que seja totalmente o oposto. São elas quem mais se preocupam com seu aspecto. O fato de envelhecer, não significa desaparecer, significa abraçar essa nova fase da vida. De certa forma, criando oportunidades para indústrias de cosméticos e afins, atingirem um público-alvo maduro, personalizando produtos que atendam às necessidades destas mulheres.

A faixa etária que mais sente falta dos cosméticos é das pessoas que em outrora utilizavam tais produtos diariamente. É natural esse sentimento de perda que nossas amadas senhorinhas estão sentindo. Vejo como válido que as empresas pensem novamente naquelas que antes eram sua fonte de renda, e não cuspam mais no prato que comeram, oferecendo produtos de qualidade e uma maior gama de variedades nos seus produtos.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

A era camaleão


Nos anos 90, inicia-se a popularização das tatuagens e piercings, que podem ser vistos como modificações – leves – no corpo de quem os utiliza. O conceito inicial desse, assim defendido “estilo de vida” vem de tribos urbanas de diversas segmentações, que possuem o próprio estilo de vestes e música.

Atualmente, essas tribos urbanas estão quase extintas, essas pessoas não têm mais tanto destaque na sociedade. Isso, porque, antes ter tatuagens e/ou piercings era ser diferente, hoje não mais.

O século XXI veio com novos conceitos a respeito de moda, estilo e gêneros musicais. Pessoas que antes eram muito segmentadas, seguidoras apenas de um estilo, hoje são adeptas ao ecleticismo, “gostando de tudo um pouco”.

As tatuagens e piercings seguiram o mesmo rumo, eram utilizados para demonstrar que determinada pessoa pertencia a um grupo social. Banalização é o que define esses novos “acessórios”. Tatuar-se com um desenho qualquer, apenas para se exibir, mostra que o poder de ruptura social que a tatuagem tinha se perdeu, dando espaço apenas para desenhos e escritas sem significado.

A educação fundamental do país irá estacionar


A educação do Brasil, ao meu ver, não anda por caminhos de progresso, mas, sim, de retrocesso e, agora, com essa nova liberação do MEC referente a permissão da implementação da educação a distância nos anos finais do Ensino Fundamental, só tende a realmente estagnar.

Hoje, a maioria dos alunos demonstram falta de interesse e atenção em sala de aula, mesmo com o professor presencial explicando, quem dirá agora com essa educação a distância. Certamente, a aba do Facebook estará em outra janela aberta, sendo que essa geração, não pode ficar um minuto longe das redes sociais, que parece que o mundo vai acabar.

Com isso, eu me pergunto, como vamos fazer os alunos gostarem de matemática, por exemplo, que é a grande temida entre os alunos, obrigando eles a assistirem aulas gravadas, onde não é possível a interação entre alunos e professores? Como será o desenvolvimento para o aluno, em questões que ele ficar na dúvida, caso ele assista algum vídeo?

Eu não quero demonstrar que estou desacreditada nessa nova geração, mas que para eles tudo parece ser mais difícil, complicado, que estuda não precisa, porque há tudo na internet, nas redes sociais, com os famosos youtubers. Que tudo parece ser atrativo, menos estudar, pensar em uma profissão, desenvolver um senso crítico e revolucionário para fazer o Brasil andar para frente e não para trás.

Os cursinhos pré-vestibular que demonstram essa ação, a interação entre professor e aluno é ótima. Os professores buscam meios de atrair o estudante a entender a matéria e gostar dela. O Enem também é um belo exemplo de um exame que coloca a prova todos os conhecimentos gerais dos alunos, mas como aumentar os índices de nota máxima em redação ou nos cadernos, com uma educação que vai ser falha, deixando de ter professores presenciais lá nas séries iniciais que são à base de tudo?

Tudo bem, em países desenvolvidos, com Canadá, Estados Unidos da América, Japão e Inglaterra, essa forma de ensino pode funcionar muito bem, mas, porque o próprio nome como eles são classificados já diz “desenvolvidos”, o Brasil é taxado como emergente ou em desenvolvimento, mas repito, a nossa educação está mais parada do que “em desenvolvimento”.

Sem contar que o próprio professor não consegue se desenvolver em um ambiente cercado por câmeras onde só ele fala, e ele não escuta a opinião, a dúvida e a brincadeira do aluno. Mas, somente explica o conteúdo, quadradinho, por quadradinho, sem ao menos podem fazer algum tipo de comentário brincalhão.

Eu espero que essa decisão seja pautada novamente pelo MEC, sobre uma nova visão, a cerca de como é a realidade da educação brasileira e como as crianças e adolescentes precisam dessa presença “real”, do professor, pegando no pé sim, fazendo refazer mil vezes a questão até que ela de certo, porque a decoreba só serve para a hora da prova, mas o aprender há esse sim irá fazer a educação do Brasil decolar.

A era dos “primeiros-cavalheiros”

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Na última reunião dos países que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada no dia 25 de maio, em Bruxelas, as primeiras-damas tiraram a tradicional foto oficial do evento, mas este ano, o mundo ficou chocado, junto às mulheres dos presidentes também estava o “primeiro-cavalheiro”, Gauthier Destenav, marido do primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel.

            O que mais me surpreendeu não foi ter um homem entre as mulheres, mas, sim, as pessoas ficarem chocadas com o fato de um representante do governo ser gay, e de ter levado seu esposo junto a um evento tão importante.

            Existem tantas outras coisas no mundo que merecem mais atenção, com, por exemplo, a guerra da Síria que mata dezenas de pessoas por dia em ataques extremistas. Ou ainda, os refugiados, que na Grécia acabam se prostituindo para conseguir sobreviver.

            O próprio Brasil, que atualmente está passando por uma das suas principais crises políticas, onde Brasília está literalmente pegando fogo, e as pessoas preferem se preocupar com o quê? Com um homem estar entre mulheres em uma foto. Isso realmente é uma coisa de outro mundo? Ou será que as pessoas que estão se tornando fúteis?

            Estamos em pleno século XXI, no ano de 2017. As coisas não são mais da mesma forma que séculos atrás, a homossexualidade não deveria ser vista como algo bizzaro, até porque, não é. Estamos na era da aceitação e da diversidade. Então, podemos sim ter um “primeiro-cavalheiro”, na verdade, deveríamos ter muito mais do que um. 

Depredação não é democracia


A Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos criticaram em um comunicado o uso excessivo da força policial na remoção de usuários de drogas na cracolândia, em São Paulo e também a ação contra os protestos pela saída do presidente Michel Temer, em Brasília, no Distrito Federal.

Quando se trata de usuários de drogas nem todos aceitam ser confrontados, então como a remoção deles da cracolândia poderia ser calma e pacífica? Se não houvessem riscos, força excessiva não seria utilizada. Claro que espancar e arrastar a pessoa à força é um ato inadmissível, mas um pouco de rigidez é necessária nesses casos.

E quanto aos protestos em Brasília, a polícia deveria deixar as pessoas colocarem fogo em tudo? Destruir a cidade não é a melhor maneira de mostrar o descontentamento com o governo. Protestos podem ser feitos e são um direito da população, mas a partir do momento que lugares são depredados e a violência surge, a polícia tem que tomar uma atitude.

A ONU e a Comissão Internacional tem o direito de criticar, mas precisam entender o que o país está vivendo. Quem está do lado de fora só vê o que alguns querem mostrar, não o que realmente está acontecendo. Toda história tem três lados, o de um, de outro e o verdadeiro. Resta a nós descobrir qual é qual.

Ciclo da perfeição


Muitas mulheres utilizam os produtos estéticos como recursos para disfarçar suas imperfeições. Eu trabalho em uma loja de cosméticos e, todos os dias vejo pessoas desesperadas por alguma maquiagem ou creme que melhore a pele, unhas, cílios, lábios, cabelos, etc.

A indústria cosmética é muito grande e abrange diversas áreas. Porém, sua publicidade foca apenas naquele mesmo modelo ideal, esquecendo que as pessoas são diferentes umas das outras. Essas propagandas só fazem aumentar essa incansável busca pela perfeição física, que ocorre, principalmente, no mundo feminino.

Vejo também que a beleza natural não é valorizada como deveria. As mulheres passam horas e horas se arrumando, todos os dias, porque pensam que estar “ao natural” é feio. A falta de aceitação e valorização ser – principalmente, de nós mesmos –, tem se tornado um mal que afeta a todos, onde estamos presos em um circulo vicioso da beleza e perfeição.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Distante


Um decreto do Ministério da Educação (MEC) publicado nesta sexta-feira (26), no Diário Oficial, autorizou a adoção de ensino à distância em qualquer disciplina dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). De acordo com o Ministério, a oferta fica liberada para alunos que estejam "privados da oferta dessa disciplina", o que inclui a falta de professores contratados, por exemplo.

Não sei o que lamento mais: se pela medida ilusória aplicada pelo MEC com objetivo de formar no sentido de concluir e não de ensinar efetivamente; Se pelo fracasso dos métodos de Educação à Distância ou pela falta de valorização do ensino e dos professores. Faço outra opção, a que mais me entristece: vou lamentar o país.

No Brasil, ainda vigoram culturas implantadas e enferrujadas que emperram a possibilidade de crescimento. Quem não tem condições financeiras é “educado” para ser funcionário: com sorte um ensino técnico que é para não morrer de fome, que é para não dizer que não existe oportunidade. Viva a meritocracia.

Sempre vai ter um filho de pobre para arrumar o ar condicionado do filho do candidato de família nobre que estudou no ensino privado toda a vida.

Ensino privado esse que ensina a passar em prova de medicina – jamais a questionar, não faz parte da nossa cultura. E, claro, o ensino público que garante que o pobre continue pobre, com uma grande leva de analfabetos funcionais. O ensino no geral impede de pensar, afinal pensar não elege quem assume o poder no Brasil. Combater a pobreza e a ignorância não é lucrativo.

Um lugar onde se perde tempo e se volta no tempo: Na escola, não se pode ensinar gênero ou sexualidade. Coisas que existem, está posto, independente da opinião do senhor deputado ou do seu Deus. Mas a gente vai fingir que não vê como sempre fez com tudo o que muda na sociedade. Afinal quem vai manter a herança ignorante que já é de tradição?!

Não se pode também mostrar ideologia, que a partir deste século é considerada ditadura de esquerda.

A  aplicação das aulas à distância, assim como a reforma do Ensino Médio não são sequer medidas paliativas. São deboche.