quarta-feira, 5 de julho de 2017

Saudades do Orkut

Eu não sou assim tão saudosista, sou daqueles que pensam mais no futuro do que no passado, mas se tratando das tais redes sociais não tem como não sentir saudades do Orkut.
Para mim, o Orkut sempre será a melhor rede social da história do mundo! Hoje as redes sociais estão cheias de confronto de egos. As pessoas postam fotos, notícias repletas de inverdades, tudo pelas curtidas ou seguidores; fotos que se dissolvem em dez segundos e nunca mais serão vistas.
O Orkut teve seu auge entre 2005 e 2011, chegando a ter 29 milhões de usuários no Brasil. Eu era um daqueles que se recusava a usar o Facebook, simplesmente porque sentia que não precisava daquilo, que o Orkut era realmente melhor. Porém, pela sensação de estar ali sozinho, sendo que todos os meus amigos já tinham se migrado para o “face”, fui convencido a mudar de plataforma, mas durante alguns meses eu ainda loguei no Orkut pra ver se alguém tinha deixado algum scrap.
Scrap, sorte do dia, depoimentos, comunidades, Buddy Poke e tantas outras funções. Se você era jovem demais entre os anos do auge do Orkut, essas palavras podem não trazer um impacto para você, mas para nós – a geração dos 2000 - essas coisas que parecem tão bobas faziam nossa alegria. O diferencial que o Orkut tinha para mim é justamente isso: a maioria estava ali só pela zoeira, pela alegria.
Acordar e ter a “Sorte do Dia” para ler. O Orkut era conselheiro, recebíamos diariamente mensagens inspiradoras do tipo “Quer ser amado, seja amável”; os textões do “face” os quais hoje sou adepto, mas que são criticados pela maioria dos usuários, no Orkut eram muitos cobiçados e aguardados, seja de parentes, amigos, paqueras. Contudo, era um sistema que falhava. Às vezes o usuário mandava um segredo via depoimento e por engano (ou não) era aceito e aquilo acabava se tornando público.
O Orkut também entregava as “Stalkeadas”; caso você visitasse um perfil a pessoa saberia inclusive a contagem de visitas da semana. Alguns iam tirar satisfação, “Me visita e não me adiciona”, “Me adiciona e não deixa scrap”. Scraps eram recados públicos, ficava lá para todo mundo ver. Uns preferiam deixar a contagem para mostrar a popularidade, outros não tão populares mantinham a caixa de recados vazia.
Durante o período do auge, o Orkut revolucionou o mundo ao criar o Buddy Puke. Um aplicativo com gráficos estranhos que permitia aos usuários a criação de um personagem que em tese era para seu o “avatar”. A melhor parte era a interação com outros amigos, coisas como: dar abraços de urso, rosas, cutucar e até dar beijos. Logicamente polêmicas não faltavam.
Eu não acordava cedo por nada nessa vida, o Orkut me faz mudar isso para evitar furtos na Colheita Feliz.  A Colheita Feliz foi um simulador de fazenda em tempo real. O jogo permitia que os membros do Orkut cuidassem de uma fazenda virtual. Plantar, cultivar, além de criar animais. Passávamos horas plantando, colhendo e também roubando nossos amiguinhos.
E por fim, não poderia deixar de falar no que para mim era maior atrativo do Orkut, e o que me causa esse sentimento nostálgico as comunidades do Orkut. Tinha de tudo ali, tudo mesmo! Quem não se lembra das páginas “Eu Odeio Acordar Cedo” ou “Tocava Campainha e Corria”? Era o lugar para trocar ideias e conhecer gente nova, as páginas mostravam como a gente era. Elas ficavam explicitas, todas elas, a gente não ligava e a maioria não fazia nenhum sentido. No entanto, parte do legado do Orkut permanece online: o Google mantém no ar o acervo das comunidades da rede social, caso você queira matar essa saudade.
Infelizmente, o Orkut chegou ao fim. Em 30 de setembro de 2014, o homem que criou e deu o próprio nome a rede social Orkut Büyükkökten anunciou a extinção. Na época o Brasil chegou a reunir 88 mil assinaturas em um abaixo-assinado para que a decisão fosse revogada, mas isso não aconteceu. O Orkut deu seu último suspiro em uma tarde de terça feira.

A nós fica a nostalgia de lembrar tantas alegrias que vivemos naqueles dias. Nós crescemos e a tecnologia dia após dia nos proporciona novas coisas, uma avalanche de novidades a todo instantes, mas no fundo os “Orkuteiros” queriam mesmo era voltar no tempo e viver num mundo sem tantas hashtags. Saudades Orkut!

Violência: não tenho mais paciência

É fato que vivemos em uma sociedade violenta, inúmeros casos de mortes, assassinatos e vítimas baleadas estão estampadas em diversas capas de jornais. O pior é saber que isso não tem dia para acabar.
Recentemente, um caso chamou atenção do país inteiro, uma mulher nos últimos dias de gravidez foi atingida na barriga por um disparo de arma de fogo, o projétil chegou a ferir o bebê que continua em estado grave.
            Essa guerra entre facções afeta muito mais que as gangues. Moradores se escondem dentro de casa em meio ao tiroteio, professoras abraçam alunos tentando acalmá-los. E, além disso, até mesmo dentro de hospitais, vítimas são atingidas. Isso não acontece só no Rio de Janeiro, pode estar muito mais perto do que imaginamos.
                Mas a violência não se resume a isso, a brutalidade que uma mulher é espancada dentro de casa, estuprada e ferida, também fazem parte da porcentagem que cresce a cada dia. É difícil saber que nem sempre isso é denunciado.

A Polícia Militar tem um espaço reservado para denúncias anônimas, mas quando o serviço é utilizado nem sempre recebem a devida atenção que precisavam. Já vi centenas de mulheres que procuraram ajuda e foram mortas por conta da falta de sensibilidade com que os casos são tratados. Até quando? Justiça? Onde? Aqui no Brasil? Atá!

O Reencontro

Nem acredito que te encontrareis...
Sabe?... Eu já tinha perdido as esperanças em ter você comigo. Mais de seis anos sonhando com você, sonhando em sair contigo, ir às lojas, comprar presentes, ser feliz...
Tudo isso porque a minha felicidade vem de você!
Quando a conheci não fazia ideia da falta que você faria, afinal, isto eu só percebia mês a mês.
O sentimento foi crescendo, com juros e correções. Bastaram apenas dois anos e eu não me via mais sem você. Comecei a fazer planos, pensar em férias, quem sabe comprar um carro. Antes de você eu não pensava nessas coisas, mas você estava me fazendo planejar a vida de outra forma.
Mas o mundo dá voltas... brigas - as vezes - são inevitáveis.
Não houve traição, talvez tenha sido o desgaste pelo tempo, eu juro que tentei lhe trazer comigo. Juro que tentei fazer tudo pra fugir com você, mas não deu.
Como diz o ditado “A vida é uma caixinha de surpresas”, eu sinceramente tinha perdido as esperanças em te ter, ver-te, sentir-te, usar-te.
Já tinha se passado dois anos quando recebi a notícia que pela internet que poderíamos nos encontrar. E aconteceu, agora conto os dias pra ter você em meus braços. Sei que será pouco tempo, mas você vai consertar tantas coisas.
Agora finalmente vamos tem um final feliz.

FGTS inativo, como você falta aqui. Você não tem ideia, chegue logo, porque quero e preciso lhe usar.

A falta de controle traz graves consequências

Atualmente, estamos em uma fase onde tudo se faz em torno da tecnologia. É quase impossível passar um dia desconectado. Isso já não é mais uma prática apenas de jovens, as crianças e os idosos já estão craques com tanta novidade.
Novos meios de comunicação surgem no decorrer do tempo e, cada dia, eles vão se adaptando e se renovando. Hoje, o “ao vivo” já não é exclusividade da televisão, podemos ver isso nas redes sociais. Mas, a tecnologia tem dois lados e é hora de falar deles.
O lado positivo de tudo isso é a facilidade com que podemos resolver assuntos importantes, basta mandar um e-mail, uma mensagem e pronto, resolvido! Além de nos proporcionar umas horinhas de diversão. Mas o lado negativo do assunto é o mal que isso pode causar nas vidas das pessoas. Por exemplo, é percebível o agravamento dos casos de ansiedade e depressão. A tecnologia pode ser um fator importante nessa questão.
A dependência das redes sociais pode aumentar o nível de ansiedade. No futuro pode provocar algo mais grave como a depressão e até síndrome do pânico. E com isso, pode trazer a consequência do afastamento das pessoas e até mesmo o isolamento, pelo fato de se sentirem mais à vontade na vida virtual.

Será que existe controle? Quando isso tudo passa dos limites, causam sintomas como estresse e desespero. O uso excessivo do celular pode trazer malefícios para a vida profissional também, mas para alguns o fato de estar conectado o tempo todo acaba sendo uma “fuga” dos problemas da vida real.

Tortura: um crime não justifica o outro

Um adolescente foi torturado após ser suspeito de furto, ele teve a testa tatuada com a frase “Sou ladrão e vacilão”. O jovem de 17 anos sofre com problemas mentais e tem problemas com drogas, foi humilhado e ficou preso às ordens de dois homens que foram responsáveis pela tatuagem. Ao que parece a sociedade está atrasada a mais de quatro mil anos, com pensamentos desumanos e julgamentos. “Justiça” com as próprias mãos nos faz lembrar do Código de Hamurabi: “Olho por Olho, Dente por Dente”. As pessoas não têm empatia e só acreditam em uma versão da história, por isso se tornam mais egoístas. Um crime não justifica o outro.

TECLANDO O ÓDIO

Por muito tempo o ciclo da vida era composto pelos seguintes fatos, nascer, crescer, reproduzir (ou não), envelhecer (nem sempre) e morrer. Hoje nascemos, crescemos, postamos, curtimos, comentamos, reproduzimos (no mínimo algum vídeo) envelhecemos e morremos. A nova sociedade já nasceu na era digital, hoje cada vez mais novos, crianças aprendem a usar smartphones antes de aprenderem ir ao banheiro sozinhas ou saberem amarrar o próprio cadarço do tênis.
Dentre os malefícios que a filha mais amada da tecnologia, a internet deu a seu usuários foi a liberdade de expressão, muitas vezes repletas por discursos de ódio esses seres (longe de serem humanos) disseminam a generalização da descriminação, ou seja inferiorizam uma pessoa por características como etnia, raça, religião, orientação sexual, nacionalidade. A sociedade sonha em ter um lugar melhor se para viver, um lugar como o facebook com disse um dia um pensador contemporâneo que desconhece mas que fez viralizar na internet o seguinte texto: “Queria morar lá no facebook todo mundo é do bem,ama os animais,todo mundo odeia os falsos,todo mundo é amigo,odeia corrupção,é revolucionário,é fiel,prefere namorar do que sair,só tem momentos felizes e gosta das pessoas pelo carácter e a inteligência,não pela beleza e valores materiais”. Porém por trás dessas pessoazinhas que querem esse mundo melhor se encontrar seres desprezíveis que nasceram apenas para destruir, tentar inferiorizar e segregar mais ainda um mundo desunido e cheio de ódio.
Os haters, pessoas que se escondem atrás de um computador apenas para ofender e não tem coragem de nem usar o próprio nome para que não sejam descobertos para mostrar a que ponto a intolerância. E o que dizer dessa tal intolerância, a magnitude de achar que podemos sempre mais que os outros só porque discordamos pode gerar situações absurdas, como agressões e ameaças.
O pior de tudo que isso está longe de ter um fim, muitos sites e portais ainda permite a criação de perfis falsos onde esses seres podem ainda se expressar, mas não creio que a culpa disso seja da internet ou das redes sociais, penso como a socióloga Sueli Cabral “Ela é apenas um meio, um instrumento, um caminho de covardes que mobilizam um exército de imbecis que os sustentam”. Assim com bandidos se infiltram em manifestações de bem para causar brigas e promover o vandalismo, na internet bandidos sentem em frente a computadores no conforto do lar e matam dia após dia a esperança de um mundo melhor. Que a policia continue a tentar combater essa nova modalidade de crime digital, mas que você combate também o hater que mora dentro de você.


Obrigado Daniel!!!

Brasil o páis do futebol. Terra de craques como Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Neymar e tantos outros que dão alegria uma grande parte da nação que ama esse esporte. Pra quem vive o futebol  assim como eu, ele não é apenas um jogo mas, sim, nossa vida, nossa alegria e nossa fé,  que foi fortamente abalada no dia 8 de julho de 2014.
            Terça-Feira. Estádio Mineirão. Semi-final da Copa do Mundo. Brasil 1x7 Alemanha, um dia para se esquecer. Brasil eliminado da Copa dentro de casa, não só eliminado, mas, humilhado. Crianças choravam, homens e mulheres todos fomos crianças, futebol brasileiro teve sua história manchada, um pedaço de nós morreu. Perdemos o chão, perdemos o ar. Muitos decidiram abandonar a seleção e o futebol.
            Depois de quase três anos, o futebol nacional dia após dia luta para esquecer do fadítico e curar as cicatrizes. Graças a um torcedor solitário ajudou o futebol brasileiro a respirar novamente. Daniel Oliveira 19 anos enfretou uma verdadeira saga para acompanhar seu time do coração, como ele mesmo diz é um amor sem divisão. Torcedor do Angra dos Reis da terceira divisão do campeonato carioica, deixou Angra dos Reis às 8h, pegou dois ônibus e uma van e ainda caminhou até Olaria, na Zona Norte do Rio, a quase 150km e sete horasde estrada numa segunda feira de folga, onde a maioira ficaria em casa descansando e viu seu time vencer por 4x0 e solitário.
Daniel foi o único torcedor do Angra presente no estádio. Comemorou os gols e gritou olé sozinho, brigou com o presidente do Ceres (time adversário) e e voltou para casa com a vitória e os três pontos na mochila.
Um exemplo do amor, longe dos holofotes, podia estar sozinho, mas, em momento algum reclamou ou deixou de apoiar, nos mostrou que o futebol raiz ainda respira. Que a geração 7x1 pegue esse jovem de exemplo, alguém ama vive o futebol, porque o nosso amor, não tem divisão. Amor não se explica, amor se vive. Obrigado Daniel.