sexta-feira, 9 de junho de 2017

Carro foi feito só para transportar o motorista?


À medida que a intensidade do trânsito de veículos aumenta em Cascavel, devemos pensar em alternativas para que o trânsito continue sem “engarrafar”, como acontece em grandes cidades, como: São Paulo, por exemplo. Pesquisas indicam que aqui no Brasil, os carros costumam andar apenas com o motorista, aumentando a poluição e o número de carros nas ruas.

Ao completar 18 anos, todo adolescente sonha com a conquista da carta de condução. Muitos até ganham o incentivo dos pais: o carro como presente de aniversário. Outros, porém, não tão afortunados, compram o carro para não depender mais do transporte público. Esses dois sonhos – o de ter a carta e o carro –, seria perfeito se as avenidas e ruas brasileiras não estivessem entupidas de carros e completamente engarrafadas.

A maior parte dos carros, cerca de 95%, que circula nas grandes cidades, têm apenas o motorista como ocupante. Em casas em que existem três adultos que possuam a carteira de motorista, todos os três têm seu próprio carro e saem, ao mesmo tempo, com seus veículos. A “desculpa” para que isso aconteça é que cada um tem um horário diferente, e que um não pode esperar pelo outro. Mas, a desculpa mais forte é o fato de que o transporte público do Brasil seja ele: ônibus, trens, vans e metrôs são precários e já estão superlotados.

Embora isso seja uma verdade que atinge todas as localidades do país que possuem esse serviço, é necessária a cobrança das pessoas - não somente aquelas que fazem uso dele, para que haja uma melhoria no transporte usado pela grande massa. Mas, o que realmente pode bater mais forte na sua consciência, é fazer você lembrar que um dia pode precisar do transporte público e você nunca se importou, afinal nunca precisou.

Diante de tudo isso, podemos perceber uma mentalidade egoísta das pessoas que, além de não pensarem no familiar, não pensam no próximo que sofre com o transporte público cheio, que passa horas em pé, preso no engarrafamento. Vale ainda ressaltar que em uma cidade relativamente grande, isso vem se tornando uma realidade cada vez mais constante – devido ao crescimento contínuo. Portanto, quem mora em um grande centro, sofre dentro ou fora do transporte público.

Antigamente, nessas mesmas cidades já mencionadas, só se tinha engarrafamento nas chamadas hora do rush, em outras palavras, quando todos estão indo trabalhar ou estão voltando do serviço.

Com esse aumento desenfreado na quantidade de carros nas ruas do país, esse horário do rush passou a ser qualquer hora do dia, uma batida, um semáforo apagado ou qualquer coisa que fuja do comum, faz com que as vias fiquem engarrafadas rapidamente.

Sobretudo, não se pode esquecer do fator ligado ao meio ambiente. Quanto menos carro na rua, menos poluição. Isso não é pensar no outro, mas sim em si mesmo – todos merecem qualidade de vida.

Chuva de mais, chuva de menos, ou seria reclamação de mais?



Téc téc téc... Não, não era alguma coisa caindo no chão. Era só a chuva que caía no telhado que me acordou mais um dia. O mês inteiro vem sendo assim. Todos os dias, tenho que levar o guarda-chuva para me acompanhar na luta diária do percurso até o trabalho. Desde a saída da minha casa, até a entrada pelo portão do trabalho tem caos. É praticamente todo dia que, quando eu abro a janela, vejo árvores caídas sobre carros no meio da rua. É quase todo dia que o percurso que deveria levar 20 minutos acaba levando mais de uma hora. Chuva é sempre um caos. Seria isso? Ou seríamos nós o problema? Alguém se lembra de 2014, que a gente acordava e não sabia se, ao abrir a torneira ou chuveiro, encontraria água? Lembro-me muito bem que foram criados até eventos no Facebook para fazer a dança da chuva! Seria esse episódio história para os nossos netos? Ou seriam eles os que irão nos perguntar de como eram aqueles meses que batiam recorde de chuva? Acho que nós sempre somos o problema, e ele é sempre o mesmo: todo dia procuramos algo para reclamar...

Planta problema


O assunto sobre descriminalizar a maconha é antigo e polêmico, mas, até hoje, ninguém resolveu nada. Aqueles que são a favor argumentam sobre o benefício da planta nos casos de epilepsia, doenças crônicas e que se fosse liberada no Brasil o problema com o tráfico de drogas iria diminuir, assim como aconteceu na Holanda com a liberação. Também falam que a maconha vendida seria controlada e de boa qualidade.

Bons argumentos, mas que não me convencem. Nos casos ligados à saúde, não é a maconha em si que ajuda no tratamento, mas uma substância que contêm nela. Sobre o controle, ninguém garante que pessoas que já receberam sua “dose mensal” não irão em busca de mais quando acabar e de formas ilícitas. Por fim, a comparação do Brasil com a Holanda, que o resultado da descriminalização diminuiria o tráfico de drogas, não se sustenta. Estamos falando de países diferentes em tamanho, cultura e estrutura, o que a torna quase inútil. Se assim fosse, muitos problemas em outros países seriam resolvidos com base nos outros que já lidaram com o problema.

O uso da maconha vai degradando a pessoa. Não é tão rápido quanto a cocaína e drogas mais pesadas, mas, o fim é o mesmo. Quem quer que a maconha seja liberada não sabe o que é ter uma pessoa viciada nessa substância vivendo sob o mesmo teto. Pode-se ter controle por um tempo, mas o vício é inevitável. Se fosse fácil, muitos dependentes largariam a maconha ao se verem dependentes dela, mas o que acontece é o contrário. A maconha se torna fraca, o efeito já não é o mesmo e a pessoa passa a procurar drogas mais pesadas.

O tráfico de drogas tem que ser resolvido de outra maneira e os remédios que precisam da planta, que seja só a substância em si e não tudo. Esse assunto não vai deixar de ser polêmico e nem vai se resolvido em breve, o que nos resta é analisar cada situação detalhadamente e ver se vale a pena mesmo liberar ou não o uso da maconha, seja da maneira que for.

Dizem que deveria favorecer alguém


A novidade comunicada pelo MEC causou alvoroço em estudantes e profissionais da educação. A ideia é liberar o Educação a Distância (EAD) nos anos finais do Ensino Fundamental, para alunos que estiverem impossibilitados de realizar determinada matéria.  A atitude tomada pelo MEC parece realmente um tanto quanto impensada.
Esse é um caminho que nós não conhecemos. O principal risco em meio a liberação do EAD acontece quando o professor acaba perdendo o caminho da aprendizagem do aluno. O profissional da educação não está presente diariamente ao lado do estudante para saber o ritmo em que ele esta aprendendo. Perder o controle desse desenvolvimento pode ser muito prejudicial para o aluno, que acaba não progredindo tanto quanto poderia caso estivesse sendo acompanhada de perto pelo professor.
O decreto do MEC diz ainda que a falta de professores contratados, é um motivo que se adéqua a ideia da privação do exercício de alguma matéria, sendo, assim, em casos como este, o aluno pode fazer a disciplina em EAD. Não podíamos esperar atitudes diferentes vindas do MEC, depois de casos recentes que revoltaram muitos educadores, como a má elaboração da nova estrutura do sistema atual do ensino médio.
O único propósito real da liberação desse sistema em EAD seria que no futuro, os números propostos pelo Plano nacional de Educação sejam alcançados. O Plano prevê um aumentar para 85% a taxa de matrícula no Ensino Médio da população de jovens entre 15 e 17 anos. Aparentemente, o sistema de educação que esta no controle se preocupa muito com números e não com resultados.

Se descuidar, vamos para em Júpiter


Você gostaria de morar em Júpiter? Antes de tudo, é importante saber que a atmosfera de lá é rica em metano, gases nobres, amônia e enxofre. Essas substâncias presentes no ar e, de maneira conjunta, são fatais para a vida humana. Seria impossível habitar em um local como este. Bom, ao saber disso, você provavelmente responderia o questionamento do início do texto de forma negativa, certo? Pois bem, então, o que você acha de morar em um planeta onde mais de 8 milhões de pessoas morrem todos os anos por conta do ar que respiram? Sim, esse é o Planeta Terra.
Fico extremamente inconformado com a maneira que administramos os problemas relacionados ao meio ambiente. Dessa vez, não posso culpar apenas os políticos por essa ou aquela atitude que deixaram de tomar. Parte de cada um, é da consciência individual do ser humano.
Alguns dados apresentados no início de 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmam a falta de comprometimento de todos nós com o planeta. Segundo a OMS, 92% da população mundial vivem em regiões onde o ar é inapropriado para a condição de vida humana. Nos últimos anos, cerca de 12% das mortes em todo o mundo, são decorrentes de problemas ocasionados pela má qualidade do ar. Entre as principais doenças citadas, aparecem infartos, AVCs e câncer de pulmão.
Não podemos mais conviver com dados como estes sem tomar atitudes efetivas para que haja um controle de tudo aquilo que afeta o nosso planeta. Já passou da hora de economizar água no banho e na hora de lavar o carro, deixar de jogar lixo fora do lixo e não economizar energia elétrica. Para dar certo, precisamos de todos, mas é a partir de cada um que veremos a mudança. Afinal, Júpiter já não parece tão diferente daqui.

A falácia tecnológica do século 21

Estou farto de viver presenciando pessoas racistas, que agridem moralmente outros seres-humanos, pelo simples fato de que a mesma pode não ter simpatizando com a cor do outro. Estamos no século 21, e nem por isso o negro deixou de ser desfavorecido no mercado de trabalho, em universidades e nas ruas. Nem por isso, ele deixou de ser vítima do preconceito racial e de diversos estereótipos criados ao seu redor.
Muita coisa errada ainda acontece no século 21. E pensar que o homem nunca havia evoluído tanto tecnologicamente, dentro de indústrias, construindo máquinas, criando o que há alguns anos seria inimaginável para os céticos de plantão. Esses não esperavam um dia dirigir carros tão rápidos e, ao mesmo tempo, high-techs, totalmente digitais. É inconcebível que em um mundo tão elevado potencialmente pelas novas tecnologias, pessoas que ainda conseguem se absterem a temas como este.
Entre tanta intolerância ainda imposta sobre nós, todos os dias, o racismo é, evidentemente, a maior de todas elas. Com certeza, tal número se dá por conta da maioria absoluta da nossa população ser afrodescendente. Atribuem-se características degradantes, pessoas são excluídas do convívio social de maiorias, muitos são privados de direitos básicos a que teria direito.
Considero o racismo por si só como algo terrível que deveria ser varrido não apenas no Brasil, mas, em todo o mundo. Ainda há outros problemas que permeiam a intolerância a pessoas negras. Infelizmente, o maior número de pessoas que passa ou já passou por algum tipo de preconceito racial é também caracterizada pelo desfavorecimento financeiro.
A desigualdade social está diretamente relacionada ao racismo em nosso país. Não acredito em coincidência nos números apresentados pelo IBGE que apontam onde estão distribuídos as menores médias salariais da região: para a população declarada como negros ou pardos.

Economize, nossa casa agradece


Minha mãe me ensinou diversas coisas e economizar foi uma delas. Acredito que o fato dela ser chamada de "mão de vaca" ajudou nisso, mas na situação em que o meio ambiente se encontra foi algo muito bom.

A cada número que diminui em nossas contas de água e luz é um respiro que a natureza ganha e agradece. Ao escovar os dentes, lavar a louça e tomar banho, feche a água quando não estiver utilizando. Em dias de chuva use baldes e bacias para captar a água e posteriormente usá-la para lavar a roupa e a garagem. Separe o lixo orgânico do seco para facilitar a reciclagem, apague a luz se não estiver no cômodo e tire o micro-ondas da tomada quando fora de uso.

São pequenas coisas que pouco a pouco ajudam. Aliviam o peso do bolso e dão ao meio ambiente uma oportunidade de se reestruturar. Eu reclamava um pouco por ter minha atenção chamada quando esquecia de fazer alguma dessas coisas, mas agora que cresci vejo o quão importante são.

O meio ambiente é fundamental para a sobrevivência do nosso planeta, não podemos destruí-lo achando que não haverá consequências. É como o ditado diz, Deus perdoa sempre, o homem às vezes e a natureza nunca.