Um
adolescente foi torturado após ser suspeito de furto, ele teve a testa tatuada
com a frase “Sou ladrão e vacilão”. O jovem de 17 anos sofre com problemas
mentais e tem problemas com drogas, foi humilhado e ficou preso às ordens de
dois homens que foram responsáveis pela tatuagem. Ao que parece a sociedade
está atrasada a mais de quatro mil anos, com pensamentos desumanos e
julgamentos. “Justiça” com as próprias mãos nos faz lembrar do Código de
Hamurabi: “Olho por Olho, Dente por Dente”. As pessoas não têm empatia e só
acreditam em uma versão da história, por isso se tornam mais egoístas. Um crime
não justifica o outro.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
TECLANDO O ÓDIO
Por
muito tempo o ciclo da vida era composto pelos seguintes fatos, nascer,
crescer, reproduzir (ou não), envelhecer (nem sempre) e morrer. Hoje nascemos,
crescemos, postamos, curtimos, comentamos, reproduzimos (no mínimo algum vídeo)
envelhecemos e morremos. A nova sociedade já nasceu na era digital, hoje cada
vez mais novos, crianças aprendem a usar smartphones antes de aprenderem ir ao
banheiro sozinhas ou saberem amarrar o próprio cadarço do tênis.
Dentre
os malefícios que a filha mais amada da tecnologia, a internet deu a seu
usuários foi a liberdade de expressão, muitas vezes repletas por discursos de
ódio esses seres (longe de serem humanos) disseminam a generalização da
descriminação, ou seja inferiorizam uma pessoa por características como etnia,
raça, religião, orientação sexual, nacionalidade. A sociedade sonha em ter um
lugar melhor se para viver, um lugar como o facebook com disse um dia um
pensador contemporâneo que desconhece mas que fez viralizar na internet o
seguinte texto: “Queria morar lá no facebook todo mundo é do
bem,ama os animais,todo mundo odeia os falsos,todo mundo é amigo,odeia
corrupção,é revolucionário,é fiel,prefere namorar do que sair,só tem momentos
felizes e gosta das pessoas pelo carácter e a inteligência,não pela beleza e
valores materiais”. Porém por trás dessas
pessoazinhas que querem esse mundo melhor se encontrar seres desprezíveis que
nasceram apenas para destruir, tentar inferiorizar e segregar mais ainda um mundo
desunido e cheio de ódio.
Os
haters, pessoas que se escondem atrás de um computador apenas para ofender e
não tem coragem de nem usar o próprio nome para que não sejam descobertos para
mostrar a que ponto a intolerância. E o que dizer dessa tal intolerância, a
magnitude de achar que podemos sempre mais que os outros só porque discordamos
pode gerar situações absurdas, como agressões e ameaças.
O
pior de tudo que isso está longe de ter um fim, muitos sites e portais ainda
permite a criação de perfis falsos onde esses seres podem ainda se expressar,
mas não creio que a culpa disso seja da internet ou das redes sociais, penso
como a socióloga Sueli Cabral “Ela é apenas um meio, um instrumento, um caminho
de covardes que mobilizam um exército de imbecis que os sustentam”. Assim com
bandidos se infiltram em manifestações de bem para causar brigas e promover o
vandalismo, na internet bandidos sentem em frente a computadores no conforto do
lar e matam dia após dia a esperança de um mundo melhor. Que a policia continue
a tentar combater essa nova modalidade de crime digital, mas que você combate
também o hater que mora dentro de você.
Obrigado Daniel!!!
Brasil
o páis do futebol. Terra de craques como Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo,
Ronaldinho, Neymar e tantos outros que dão alegria uma grande parte da nação
que ama esse esporte. Pra quem vive o futebol
assim como eu, ele não é apenas um jogo mas, sim, nossa vida, nossa
alegria e nossa fé, que foi fortamente
abalada no dia 8 de julho de 2014.
Terça-Feira. Estádio Mineirão.
Semi-final da Copa do Mundo. Brasil 1x7 Alemanha, um dia para se esquecer.
Brasil eliminado da Copa dentro de casa, não só eliminado, mas, humilhado.
Crianças choravam, homens e mulheres todos fomos crianças, futebol brasileiro
teve sua história manchada, um pedaço de nós morreu. Perdemos o chão, perdemos
o ar. Muitos decidiram abandonar a seleção e o futebol.
Depois de quase três anos, o futebol
nacional dia após dia luta para esquecer do fadítico e curar as cicatrizes.
Graças a um torcedor solitário ajudou o futebol brasileiro a respirar
novamente. Daniel Oliveira 19 anos enfretou uma verdadeira saga para acompanhar
seu time do coração, como ele mesmo diz é um amor sem divisão. Torcedor do
Angra dos Reis da terceira divisão do campeonato carioica, deixou Angra dos
Reis às 8h, pegou dois ônibus e uma van e ainda caminhou até Olaria, na Zona
Norte do Rio, a quase 150km e sete horasde estrada numa segunda feira de folga,
onde a maioira ficaria em casa descansando e viu seu time vencer por 4x0 e
solitário.
Daniel
foi o único torcedor do Angra presente no estádio. Comemorou os gols e gritou
olé sozinho, brigou com o presidente do Ceres (time adversário) e e voltou para
casa com a vitória e os três pontos na mochila.
Um
exemplo do amor, longe dos holofotes, podia estar sozinho, mas, em momento
algum reclamou ou deixou de apoiar, nos mostrou que o futebol raiz ainda
respira. Que a geração 7x1 pegue esse jovem de exemplo, alguém ama vive o
futebol, porque o nosso amor, não tem divisão. Amor não se explica, amor se
vive. Obrigado Daniel.
O mundo e nós
- Oi eu sou o mundo. Eu preciso muito
da sua ajuda. Você pode me ajudar?
- Não posso. Tenho só três anos, sou
uma criança, mal sei andar e falar.
- Agora você pode?
- Não! Acabei de fazer 10 anos, quero
jogar bola com meus amigos, mais tarde eu ajudo moço.
- Agora?
- Tenho 15 anos, tô namorando, tenho
que dar atenção para ela, você me entende né?
- Oi, tem um tempinho para mim agora?
- Ah devo ter, tenho tempo nem para
mim, entrei na faculdade, só trabalho, trabalho, trabalho. Não dá!
- Amigo, tem um tempo?
- Primeiro não sou teu amigo, segundo
não tenho, não tem como ter, arrumei, um emprego na minha área, to terminado
meu TCC e minha namorada quer casar. Vai tentando vamos agendar...
- E agora?
- Agora, casei! Vida nova! Tenho uma
casa pra sustentar, meu tempo é pra isso, preciso de um emprego melhor, sabe me
indicar um lugar?
- Não sei, mas e aquela ajuda?
- Cara, sou pai, e pra completar de
gêmeos, queria muito, mas, agora meu tempo que sobra eu tenho que dormir, creio
que logo consigo resolver seu lado. Não desista, vamos resolver.
- Boa tarde, lembra de mim? Faz um
tempo que pedi uma ajuda, você se recorda?
- Claro que sim! Mas hoje não dá.
Formatura dos meus filhos. Dia mais feliz na minha vida, mas a gente se fala depois.
- Com licença, já é depois?
- Não acredito, parece que você só
aparece quando tenho compromisso. Batizado do meu primeiro neto quer nos
acompanhar?
- Melhor não, volto outra hora.
- Volte mesmo
- Voltei, consegue me ajudar.
- Não dá. Tô velho, mal posso andar,
o jeito é esperar a morte me buscar.
- Oi, como você está?
- Morto. A morte veio me buscar.
Agora tenho um tempo. O que você precisa?
- Agora não preciso. Depois de morrer
você não consegue mais fazer algo pelo mundo. Adeus!
Por que respiro?
Respiro
porque tenho pulmões.
Respiro
a felicidade, respiro a alegria.
Respiro,
porque tenho um novo dia a vencer.
Respiro
a esperança de uma vida melhor.
Respiro,
porque tem pessoas que precisam de mim.
Respiro
uma canção nova todo o dia.
Respiro,
porque ninguém pode fazer no meu lugar.
Respiro
e sinto perfumes doces.
Respiro,
porque o dever me chama.
Respiro
e suspiro ao ver olhar de uma criança.
Respiro,
porque tenho sonhos.
Respiro
fundo porque fiquei nervoso.
Respiro
novamente pra me acalmar.
Respiro
rápido porque estou cansado.
Cansei
demais, não estou conseguindo respirar direito.
Respirei
com calma e recuperei.
Respiro
tanto que nem percebo.
Respiro
todo dia sem sossego.
Respiro,
porque preciso ter fôlego para ir mais longe.
Respiro
com suspiro é amor.
Respiro
e mastigo o suspiro, agora é o doce.
Respiro
de novo e repito o porquê: Ninguém vai fazer isso por mim
Respirei
ontem, respiro hoje, não sei se vou conseguir amanhã.
Mas
antes de tudo,
Respiro
porque se não respirar eu morro.
A lei da terceirização, base argumentativa na notícia
A lei da terceirização permite que as
empresas terceirizem todas as atividades – as de meio e inclusive as atividades-fim – responsáveis
pelo desenvolvimento dos serviços os quais a empregadora se constitui. A lei
tomou corpo a partir de 1990 no Brasil, ficou as margens do esquecimento
durante 19 anos e hoje volta a ser discutida no senado. Alem disso, servindo de
pauta aos assuntos veiculados pelos meios de comunicação, que não cessam em
quebrar as bases de neutralidade hipocritamente pregadas dentro do gênero
jornalístico.
O jornal El País, veiculou uma matéria em 29 de março deste ano,
propositalmente período de grande discussão da aprovação da lei. Para
apresentar sua posição contrária, o meio utilizou de artimanhas argumentativas
e altamente expressas por meio da linguagem escrita e estrutura do texto.
Para não falhar em sua posição contrária a retomada da lei pelo atual
presidente Michel Temer, o jornal usa e abusa de termos altamente tendenciosos.
Já no título da matéria, emprega a expressão “bóia-fria.com”, que faz menção a
retrocesso nas leis trabalhistas. Além disso, utiliza a palavra “racha”, de
modo pejorativo, mas forte e intenso ao dizer que o próprio Renan Calheiros,
senador do PMDB reprova a terceirização.
Para estruturar o texto, a jornalista Heloísa Mendonça seleciona
cautelosa e objetivamente as fontes. De início o próprio Renan Calheiros, que
literalmente rompe a liga “PMDBista” ao ser contrário a sanção do projeto de lei. E
para desfecho com chave de ouro, o senador do Partido dos Trabalhadores Paulo
Paim, que abrange detalhes do relatório apresentado a câmara, para que a
proposta de terceirização seja vedada.
O emprego das frases construídas subjetivamente
para dizer que a lei da terceirização deve ser reprovada, foi excepcional para
destacar a intenção contrária do jornal El País. Arquitetar entrevistas com
autoridades políticas favoráveis a posição que nega a terceirização, constrói
uma arma opinativa no gênero da notícia, que no meio informativo de mídia, é
tiro certo.










